<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994</atom:id><lastBuildDate>Thu, 07 Jan 2010 16:33:27 +0000</lastBuildDate><title>IN</title><description>Troços, Poemas, Letras de Músicas dos CDs, Trocadilhos, Textos, Cartas, Insights e Assemelhados.</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/</link><managingEditor>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>624</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-1394773010231894474</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 21:20:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T19:22:24.295-02:00</atom:updated><title>DF</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O que ficará inscrito na humanidade pelos grandes daqui? Dos empresários exibindo carros zero, dos diretores desfilando crachás e proferindo suas autoridades? O que ficará gravado nos corações humanos das mulheres poderosas daqui? Das que emolduram jóias, das que convidam às salas grandes de visita de suas mansões, das que oferecem jantares como se fizessem caridade? O que ficará de seus nomes, de suas figuras que a nada criam, a nada dão vida? O que deixarão os poderosos, os eleitos, os vitoriosos, os abastados de útil à vida humana? Quantas almas terão conseguido tocar, enternecer, mudar, se suas vozes só serviram para ditar ordens, pronunciar condenações, registrar hipocrisias, sem jamais terem entoado cânticos de amor à vida? Quantos corações terão feito bater justificados, se seus gestos só serviram para comparar posses, moradas, objetos, bairros, automóveis, sem jamais terem acariciado de perto a pele carente e só de outro ser humano? Dedos de apontar defeitos em vez de dedilhar cordas ou escrever poemas...olhos de focar imperfeições alheias em vez de fitar contemplativos o céu lindo de Brasília e as muitas cores que têm...! Mais uma vez eu ouço a voz da autoridade e me surpreendo. Pois do que sou, do que um dia eu tiver sido, houve centenas de almas que toquei com o que me foi inspirado, com o que compus, com o que escrevi. Eu irei, com certeza! Mas o que deixei composto, cantado, visto, acariciado pela arte, os olhos que agüei emocionados, os corações que justifiquei quando cantei por eles e com eles, tudo ficará para sempre. Como em meus olhos dura mais tempo o brilho do amanhecer que vejo do que o das jóias que vejo passar por mim ou os automóveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04.01.2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;Todos esses que aí estão&lt;br /&gt;Atravancando meu caminho,&lt;br /&gt;Eles passarão...&lt;br /&gt;Eu passarinho! &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003333;"&gt;&lt;br /&gt;(Quintana - Prosa e Verso, 1978)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-1394773010231894474?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/df.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-5854491979860758304</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 13:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T11:55:51.768-02:00</atom:updated><title>E.T</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;“Sou um Homem Comum, qualquer um...enganando entre a dor e o prazer. Hei de viver e morrer como um homem comum, mas o meu coração de poeta projeta-me em tal solidão, que às vezes assisto a festas e guerras imensas – sei voar e tenho as fibras tensas e sou um.”  (Peter Gast, Caetano)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                De onde venho as estradas não são de asfaltos, mas de passos contados no tempo por pés que buscam, apenas buscam ir e nada mais. De onde venho os céus não são de nuvens, mas de asas e de riscos deixados feito rastros, por braços que tentam ir e nada mais. De onde venho os amores não são de possuir nem de ditar, mas de se regozijar quando estão juntos, quando se procuram e se encontram e apenas são assim, sem nada mais. Lá, fios de cabelos, quando longos, adornam o vento e não a face – as faces, não importam tanto. Quando curtos, o são para deixar mais vento passar por ali, livre, solto – lá, alguns se despem da vaidade. No meu lugar e eu não lembro onde ele fica, a soma de todas as pessoas perfaz uma, como a soma das águas forma um oceano e a ele não importa o que lhe pousa ao fundo ou lhe flutua à superfície. Ele é e isso lhe basta, nada mais. E na soma das pessoas há de tudo: umas que são lágrimas, outras que são risos, umas que se calam, outras que só gritam, gente que é dos gestos, gente que é das preces como são algumas de esperar enquanto outras tecem.&lt;br /&gt;                De onde venho as palavras se conhecem pelo seu entendimento e tentam, como tentam, proferir suas essências, a verdade e nada mais. Procuram a mais exata, se comungam em orações e em poemas e tudo que não querem é ferir. De onde venho se entende que tudo que existe merece compaixão: tanto aquilo que afaga, quanto aquilo que corta; tanto aquilo que mata, quanto aquilo que brota; tanto aquilo que afasta, quanto aquilo que gosta.&lt;br /&gt;                Se vim parar aqui é porque aqui eu devo estar agora. De vez em quando me reservo o direito e a necessidade de visitar meu canto, meu espaço sagrado, meu ponto de encontro com o que sou. Permito que assim também o façam meus semelhantes e meus diferentes, que estejam onde querem estar e como queiram. Não os acuso de não virem comigo quando vou. Não os aponto as diferenças nem as julgo, quando há. No meu lugar, de onde eu vim, tudo faz sentido e tem seu próprio motivo de estar vivo. Não me cabe nada mais. Mas eu queria entender mais. Queria compreender mais, ir mais além. Queria saber os porquês de alguns olhares saírem enviesados como saem, sem querer ver a nada, assim, tomados de cegueira! Queria conhecer as razões que têm as palavras vestidas de lâminas que escuto às vezes.  Entender como é estar viva e, somente por isso, ser motivo de ataque. Não entendo. Eu não entendo o que se passa aqui. Não entendo que se queira de um ser inesgotável, apenas uma parte, uma menor que todas e a mais desconhecida, para fazer dela um alvo. Por que atiram contra teus lindos olhos cenas brutais, dizendo que te amam? Eu não entendo como te amar não causa apenas beleza e serenidade em quem se diz te amando. De onde vim a própria presença do amor já é benéfica, já traz leveza, já faz poema.&lt;br /&gt;                De onde vejo as coisas todas agora, me parecem todas tortas, ásperas e confusas. Mas não foi tua mão que trouxe tudo à tona, tudo que não entendemos nem queremos para nós. De onde vejo, não foram as minhas também. Fomos mostrar alguma luz e nos cegaram. E agora? Que nos resta fazer senão pedir aos céus por mais coragem? Teremos, porque o Amor São a tudo concede e a tudo permite. Este Amor cuja palavra segue infinitamente menor do que seu mais pleno exercício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;04.01.2010&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-5854491979860758304?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/et.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-5291901940711304410</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T10:20:39.414-02:00</atom:updated><title>Ondas do Mar</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;            Nossos olhos se encheram de mar. Não era assim que se queriam. Nem era ali, naquele lugar tão lindo, que lágrimas deviam ter se acrescido ao mar. Mas é a ferro e a fogo que coisas são gravadas em nossas existências e nos ensinam.  É assim, simplesmente é. Não porque inventamos que se aprende mais pela dor, apenas a dor se grava, agrava o que somos, enquanto as alegrias passam e se esquecem ao longo do tempo.&lt;br /&gt;            Digo a ti, neste momento novo e desencantado, que te amo justamente porque compreendes e vês a necessidade daquelas horas, minhas – as quietas, as silenciosas, as solteiras, quando a música e a poesia se iniciam. Porque entendes que somente quem observa a tudo com olhos contemplativos, consegue depois a tradução, a harmonia. Mesmo tendo vivido pouco, ainda assim, sem instrumentos que te permitiriam mais e mais compreensão, já sabes que no mundo é preciso haver de tudo um tanto, de cada tipo, de cada espécie, de cada forma, um pouco. Ainda que tenhas vivenciado pouco, tua alma conhece os mecanismos, os atalhos, as coisas queridas dos outros, mesmo que se desassemelhem das tuas e as respeitas. Como respeitas ao diferente de ti, justamente, por ser diferente de ti. &lt;br /&gt;Digo a ti neste momento desencantado, que o desencanto em si traz mais verdade. Se antes havia a ilusão da perfeição, hoje sabes que não era assim, que havia máscaras e armaduras além das tuas, que havia entraves e lugares negros onde outros se escondiam. As tuas máscaras, despiste; em teus lugares, pousaste luz. Das coisas que fazias e que nem sempre era as que gostavas ou querias, te despediste para dar lugar a outras que agora te encantam mais ao lado de dentro: as conversas limpas, os abraços longos, a porta da casa que te parece hoje o melhor lugar do mundo e de fato o é! Se antes a rua era a única saída, neste instante tens para onde voltar, tens quem te espere para ser contigo, plural. Se antes era melhor a fuga à realidade, neste ano que se inicia e nos últimos meses da tua vida, não há mais motivos para fugas e a realidade é melhor do que sonhaste um dia. Pediste pelo Amor quando saltaste as 7 Ondas do Mar e ele veio.&lt;br /&gt;            Nossos olhos se encheram de mar recentemente. Seguem vertendo a água salgada que lhes compete verter. Em breve irá passar essa sensação que se interroga de horas em horas - um por quê?! Quando nossos olhos secarem ao Sol de Brasília e à luz da nossa casa, talvez possamos ver onde está a resposta que esperamos. Digo a ti, neste momento desencantado, que viver consiste nisso mesmo, em sombra e luz, idas e vindas, beijos de amor e algumas despedidas. Estou aqui, mais do que jamais estive, para que tenhas nas minhas mãos a firmeza e a delicadeza, a cumplicidade e a fé em Deus que nunca, nunca, nunca D’Existe.&lt;br /&gt;Necka, 04.01.2010&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-5291901940711304410?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/ondas-do-mar.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-1657714053840379728</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T09:35:34.179-02:00</atom:updated><title>Again and Again</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Mais do que nunca:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Cântigo Negro por Bethânia!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Happy Feet - pelos diferentes!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;E toda a compaixão que nos tiver restado.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-1657714053840379728?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/again-and-again.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-4632935846550112167</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T09:32:51.358-02:00</atom:updated><title>..."Esse home nu sou eu, olhos de contemplação..." Chico César</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;Quero estar perto de ti, que tens outros olhos, que vês o mundo, de fato, pelas lentes que são só tuas, aquelas que alimentaste com mãos de plena leveza. Olhos que vêem além daquilo que reside à superfície. Quero estar perto de ti, porque enxergas, porque vês e o fazes com o coração aberto, limpo, claro. Perto de teu coração doce, da tua voz infantil, incapaz de proferir palavras duras. Perto de tua alma branda que não precisa aceitar a nada, porque sabe, em seu íntimo, que tudo que vive, tudo que se move, tudo que está aqui, neste mundo, está com o consentimento do Criador. Quero estar perto da cura que proporcionas, quando tu, sem que mais ninguém saiba, valorizas a coragem inscrita em mim, ao longo do tempo – porque para ti, importa a coragem que tenho em ser como sou, em raspar minha cabeça, e não a estética que tenha ela. Para ti interessa o esforço que faço na busca do sustento e não que sustento seja esse. Para teus olhos, lindos olhos de observar apenas, sem julgar a nada, mais vale saber que ser humano habita por dentro, que calor tem o sangue pelas veias, que textura tem o carinho que te dou todas as manhãs no meu ‘Bom Dia’. E agradeço ao Senhor Meu Deus, todos os dias, quando amanheço, por sermos assim. Por tentarmos, por querermos mostrar o que nos vai por dentro, onde sentimentos são cultivados a despeito de tudo.&lt;br /&gt;Quero estar perto de ti e daqueles para os quais uma falha seja sempre ínfima diante de uma soma de pequenas bondades e boas-vontades. De ti e daqueles que, sem preconceitos, se dão aos outros sem medidas e sem condições estabelecidas. Porque entendo o humano como é, humano apenas – falho, equivocado, perdido, às vezes andando às cegas enquanto jura estar enxergando além. Também somos assim muitas vezes. Mas nos diferimos pelo simples gesto de tentar entender mais do que condenar. Tentamos. Buscamos construir. Fizemos a parte que nos cabia fazer. E nada me é mais triste que ver teus olhos lindos molhados agora com tanta freqüência. Nada me dói mais do que te saber entristecida várias vezes ao dia. Nada me fere mais do que saber que, pelo que sou e que admiras tanto, foste atingida também. Me causa uma revolta, não minha, ver que estás assim por seres quem és e eu quem sou – somos tão mais do que conseguem ver em nós! Somos tão melhores do que nos descrevem! Somos tão mais claras e limpas do que nos apontam! Mas a vida e o tempo tratarão de levar aquilo que deve ir e trazer tudo que merecemos às nossas mãos. Então seguiremos assim, vida afora, tempo adentro, com as duas almas que temos, com o amor que sentimos e a consciência limpa por termos amado além de nós, a aqueles que não nos viram.&lt;br /&gt;Necka. 04.01.2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-4632935846550112167?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/quero-estar-perto-de-ti-que-tens-outros.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-3438618686805044609</guid><pubDate>Mon, 04 Jan 2010 11:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2010-01-04T09:31:44.929-02:00</atom:updated><title>Again...</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;"Pode alguém tornar-me como Alvo, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;quando tenho tanto cuidado em Não me esconder?"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A.S.E.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-3438618686805044609?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2010/01/again.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-4163907364738851164</guid><pubDate>Wed, 23 Dec 2009 18:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-23T16:14:07.392-02:00</atom:updated><title>FELIZ 2010!</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJd4elZETI/AAAAAAAAARM/PsR-rTRcGqI/s1600-h/risos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418496526544081202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 227px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJd4elZETI/AAAAAAAAARM/PsR-rTRcGqI/s320/risos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-4163907364738851164?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/feliz-2010.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJd4elZETI/AAAAAAAAARM/PsR-rTRcGqI/s72-c/risos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-3549514963113259215</guid><pubDate>Wed, 23 Dec 2009 17:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-23T15:37:02.741-02:00</atom:updated><title>Manhecendo 23.12.2009  - DF</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJVDRf0H_I/AAAAAAAAARE/GVXmW896d08/s1600-h/Imagem+170.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418486816404938738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJVDRf0H_I/AAAAAAAAARE/GVXmW896d08/s320/Imagem+170.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-3549514963113259215?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/blog-post.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzJVDRf0H_I/AAAAAAAAARE/GVXmW896d08/s72-c/Imagem+170.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-187651746355188958</guid><pubDate>Wed, 23 Dec 2009 17:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-23T15:31:08.822-02:00</atom:updated><title>10</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;TUDO de BOM aos Seres do BEM e, aos outros, Redenção.Sejamos todos mais lisos, mais corajosos, mais ousados, mais proprietários de nós mesmos, mais eficazes, mais comptententes na realização do que queremos pra nós, mais sáios, mais desejosos dos beijos mais saborosos! Mais ávidos, mais envolvidos, mais plenos, mais criativos! Sejamos todos capazes de distribuir o bem a todos - sem distinções, porque os que são do bem, carecem alimento e, os que não são, merecem ainda mais que os vejamos nos olhos e lhes estendamos as mãos. Sejamos mais loucos, menos realistas, mais românticos, menos pessimistas, mais desvairados, mais visionários, mais possíveis, mais anarquistas! Tenhamos mais o que querer para que tenhamos pelo que estar vivos! Sejamos mais verdadeiros e menos verborrágicos, mais coerentes e mais igualitários. Tenhamos olhos de compaixão para conosco e com o mundo, gestos de paixão para conosco e de amor para com o mundo. Tenhamos fé na vida, fé em Deus que não d'existe! Sejamos mais filhos de Deus pois merecemos uma paternidade onipotente! Sejamos mais decentes nas coisas que operamos e mais pertinentes naqueles que elegemos. Tenhamos mais do ano que se anuncia, que ele possa ser 10 de fato, de direito e de poesia! E que estejamos todos apaixonados pela felicidade e não posssamos mais, de agora em diante, viver sem ela!&lt;br /&gt;Necka Ayala, 23.12.2009&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-187651746355188958?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/10.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-8656118212206443910</guid><pubDate>Wed, 23 Dec 2009 11:48:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-23T09:48:22.943-02:00</atom:updated><title></title><description>O teu silêncio me inquieta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23.12.09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-8656118212206443910?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/o-teu-silencio-me-inquieta.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-3262030915922108391</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 20:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-22T18:57:52.104-02:00</atom:updated><title>Old and Young</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEyvhub4BI/AAAAAAAAAQ8/hOb7wBeABGs/s1600-h/Young.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418167618791792658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 222px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEyvhub4BI/AAAAAAAAAQ8/hOb7wBeABGs/s320/Young.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEyvXffiYI/AAAAAAAAAQ0/CumCVpqFRAo/s1600-h/OLD.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418167616044763522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 239px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEyvXffiYI/AAAAAAAAAQ0/CumCVpqFRAo/s320/OLD.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEx4eqiIiI/AAAAAAAAAQs/qWia9-ajQzg/s1600-h/Young.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEx4Fo9TgI/AAAAAAAAAQk/xVzUeTX3Pns/s1600-h/OLD.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-3262030915922108391?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/old-and-young.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SzEyvhub4BI/AAAAAAAAAQ8/hOb7wBeABGs/s72-c/Young.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-7951411663928520575</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 20:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-22T18:42:35.249-02:00</atom:updated><title>Young</title><description>&lt;div align="justify"&gt;            “Eu tenho a minha loucura e levanto-a como um facho a arder na noite escura e eu sinto espuma, sangue, cântico nos lábios!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Não é mais.&lt;br /&gt;            Não pertences mais ao que pertencias.&lt;br /&gt;            Não são teus braços os braços que se estenderam rumo ao colo abrigador dos que te geraram. Não são teus lábios aqueles que sorveram sumo de mãe e que beijaram a face do pai, quando somente havia a eles em teu amor em sua maior expressão. Não são tuas pernas aquelas que deram os primeiros passos hesitantes na direção dos primeiros aprendizados. Nem são tuas escritas pueris brotando de tuas mãos agora. Já não pertences mais àquilo que conheces tanto.&lt;br /&gt;            Não és mais. Não és mais aquela mulher que pertencia e não tinha nada de seu em sua morada, em seus domínios. Não és mais aquela que esperava a quem não vinha ou, se chegava, já tinha hora de saída de ti e do que pretendias. Não és mais aquela que consumia as horas em asas de aviões, em caminhos indiferentes, em tempos livres, livres demais! Já não evitas os dias livres, mas os esperas ansiosa. És outra agora, um pouco mais tu.&lt;br /&gt;            Agora és aquela para a qual toda palavra tem plural.&lt;br /&gt;            És a esperada, a sonhada, a querida e a bem-amada. Mas ainda não vieste inteira ao seu encontro. Ainda não te despediste do colo quente, dos 16 nomes gravados, dos endereços e das cidades, dos aviões e das notícias. Ainda não entendeste o que existe e o que existe, é tudo que precisas para seres toda tu. Não há mais colos que te aqueçam, nem escolas que te desfaçam aprendiz; não há mais presentes para as crianças da casa que te fascinem. Porque o calor agora reside em outro sol e está sob o teto da tua casa, sob a pele que te acaricia a pele, sob o corpo no qual te encostas ao dormir. Aprendes em Exercício o que outrora se lecionava. Te fascinam as coisas que descobres poder sentir e não pacotes, embalagens, embrulhos temporários. Teus presentes se resumem a abrir somente os olhos e confirmar, sim, é verdade, está aqui.&lt;br /&gt;            Mas como te dizer que é chegada a hora da despedida do que foste, sem que te entristeça a simples pronúncia desse adeus à tua infância? E como fazer-te triste se te amo e tudo que mais quero é ver-te somente mais e mais e mais feliz? Como apressar o tempo que ainda não viveste quando eu, nesse exato momento, me despeço do contrário, indo inutilmente ao teu encontro, na redescoberta da minha juventude? Como tornar possível um ponto que diste igual de ambos os lados, para que não seja fardo e sim viagem, essa ida até ali, onde possamos nos encontrar e nos ter? Como faço para voltar de onde estou, como fazes para vir depressa até ali, onde possam chegar meus passos lentos de maturidade?&lt;br /&gt;            A vida não espera – a vida quer ser servida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22.12.2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-7951411663928520575?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/young.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-4915460693404434229</guid><pubDate>Tue, 22 Dec 2009 20:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-22T18:19:26.336-02:00</atom:updated><title>Old</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Às vezes eu esperava um grito que a vida, cansada, com a paciência esgotada, deixasse sair, livre, solto, um grito todo. Como Jeff agora grita, como gritam as pessoas em pleno desespero. A vida não se acorda. A vida não grita. Ela assiste à vida dos outros, impassível, silenciosa, muda e contemplativa. E eu só queria que ela gritasse às vezes.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Don't be like the one who made me so old… (Dream Brother).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Eu não queria envelhecer sem saber que existe o que penso que existe. Um único olhar que baste, que ocupe a tudo. Um único beijo que justifique a existência da boca, dos lábios, da saliva, que drinque duas salivas formando um gole perfeito de uma bebida qualquer, embriagadora, louca o bastante que apague o mundo lá fora e todas as outras bocas, todas elas, para todo sempre ou por um segundo eterno na perfeição que contém. Eu não queria envelhecer a ponto de não querer querer mais, de continuar querendo e de querer sempre mais do que tive, do que vivi, do que experimentei e já sei. Não queria me acomodar no lugar onde pousam meus pés agora; nem me conformar com aquilo que ainda não chegou, apenas ainda não chegou e isso não quer dizer que não venha mais ou que não possa ser, ainda, melhor do que esperava. Não queria chegar. Porque seguir indo, seguir insana na loucura da busca e no êxtase do encontro, ainda que todo encontro seja apenas um instante, é que acomete a vida de alguma sanidade. Eu não queria a pseudo-sanidade da felicidade encontrada, como se ela, assim pouca como se me mostra, fosse bastar por toda aquela que não tive. Ainda quero o longe e a miragem, aquilo que meus olhos não enxergam com nitidez, de cujos traços não se tem contornos ainda, mas se sabe, dentro, que há. Ainda queria o instante devastador de um grito que a vida desse em nome de si mesma. Eu sei que há mais. Sei que há um ponto neste caminho, adiante, mais além; um ponto em que duas pessoas conseguirão chegar, somente duas, um ponto equidistante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Em nome da palavra amor, dever-se-ia esquecer a tudo mais que ele, em si mesmo, não contivesse. Em nome dele, como em nome de Deus, querer-se-ia dar a vida. Porque Eles, somente Eles, conjugam o termo, a palavra, o verbo, o substantivo “vida”. Por amor, se este fosse o todo do nome que tem, se entenderia o conceito da palavra vida. Sim, eu havia percorrido estradas, amassado lençóis antes, visto brilhar um par de olhos quaisquer de cujos donos não recordo. Mas quando o amor inteiro chegasse, somente ali, eu veria que estrada alguma havia chegado ao ponto de render meus passos somente a ela; que cama alguma, antes desta, me havia feito mergulhar num universo desvairado de sonhos e de nudez mais do que minha – sem máscaras, sem roupas e sem intenções, quando meus gestos fossem incontroláveis e minha pele insuspeita de tanto que se levanta, nova! Era para ser assim. Que outras praias não tivessem mostrado o brilho de cada grão de areia por sobre ela e seu motivo! Então, depois do agora, não haveria mais as praias que foram antes; não haveria estradas que não esta que se percorre agora, curta, até ali, onde estás.  No todo do amor, nada do que fora vivido, visto daqui, deste instante, pareceria com vida de verdade. E nada que se tentasse adivinhar de futuro poderia vir a ser mais do que o que se vê daqui, do agora, no reflexo inevitável deste par de olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Acontece que envelheci. E já não creio tanto nas palavras que ouço, quando constato que, para além dos meus olhos, outros olhos nada vêem. Eu ouço. E tento crer. Mas são palavras. Tento descrever o que vejo, mas são palavras. E quando as palavras são necessárias, é porque a cena não basta. Eu queria que visses o que vejo de onde estou. Mas estou anos à frente, décadas até. Meus olhos têm outras aptidões que os teus sequer ousam supor que irão poder, um dia. Já sei do que tua cabeça sequer pretende conhecer num futuro do qual certamente não farei parte. E eu quisera poder te dizer sobre isso sem que outras sensações viessem à tua cabeça: sobre o tempo que não há e todos pensam ser muito. Sobre a vida ser hoje, agora, e não se poder adiar mais o instante que a esse agora cabe. Quisera poder te dizer que aquilo que foi tua vida antes, não é mais porque agora é Amor! Mas e se o teu Amor não for ainda o todo do que alcanças, mas for apenas o máximo que teu momento consegue conceder? Quando ele for inteiro, quando alcançar sua maior expressão, ali sim, mais além, entenderás que nada mais havia antes dele e nem poderá haver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega.&lt;br /&gt;22.12.2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-4915460693404434229?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/old.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-7596444753720083404</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 22:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-18T20:06:32.101-02:00</atom:updated><title>Arqui-teto</title><description>Arqui-Teto&lt;br /&gt;Vento da manhã&lt;br /&gt;Vento, me leva&lt;br /&gt;para algum lugar&lt;br /&gt;Vento, me espera!?&lt;br /&gt;Vou só me trocar...&lt;br /&gt;É um segundo só!&lt;br /&gt;Vento redentor&lt;br /&gt;dentro, me embala&lt;br /&gt;até algum lugar...&lt;br /&gt;vento, me fala:&lt;br /&gt;Como que é lá – vento protetor?&lt;br /&gt;Será que lá em cima tem cor&lt;br /&gt;Tintas nas mãos do criador...&lt;br /&gt;Tijolos!, tem de levar?&lt;br /&gt;Por via das dúvidas...?&lt;br /&gt;Vento de outono.&lt;br /&gt;Vento de sépia.&lt;br /&gt;Quero me despir.&lt;br /&gt;Vento, me tapa?!&lt;br /&gt;Caem folhas no chão&lt;br /&gt;Vento sedutor.&lt;br /&gt;Tempo enganador&lt;br /&gt;me fez estragos!&lt;br /&gt;Um desenhador&lt;br /&gt;No céu eu acho!&lt;br /&gt;Para reformar&lt;br /&gt;a morada em mim.&lt;br /&gt;Tem arquiteto no céu?&lt;br /&gt;Lápis nas mãos do criador...&lt;br /&gt;Teto eu não vou precisar:&lt;br /&gt;por conta da vista!&lt;br /&gt;Vento da manhã&lt;br /&gt;Vento, me leva&lt;br /&gt;a recomeçar&lt;br /&gt;do ventre à fresta...&lt;br /&gt;Vou só me trocar,&lt;br /&gt;é um segundo&lt;br /&gt;só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necka Ayala – para Luis Rhoden, meu amigo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-7596444753720083404?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/arqui-teto.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-5930641890696769740</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 21:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-18T20:02:28.430-02:00</atom:updated><title>Por Glaci</title><description>Se uma parte tua se foi, uma parte minha que estava em ti, também se foi. Seguimos, porque nada mais nos resta fazer. Nossas partes todas, um dia se reunirão refeitas. Enquanto isso te acompanho daqui, de onde estou, sabendo que o mundo todo também perdeu uma de suas partes. Meu amor sempre contigo, Linda Gla! Sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O GESTO DA MÃO VAZIA&lt;br /&gt;Nem olhos&lt;br /&gt;Nem ouvidos&lt;br /&gt;Nem nariz&lt;br /&gt;Nem língua&lt;br /&gt;Nem pele&lt;br /&gt;Nem forma&lt;br /&gt;Nem ruído&lt;br /&gt;Nem cheiro&lt;br /&gt;Nem gosto&lt;br /&gt;Nem tato&lt;br /&gt;Nem idéias&lt;br /&gt;Nem vontade&lt;br /&gt;Nem consciência&lt;br /&gt;Nem meditação&lt;br /&gt;Nem ausência de meditação&lt;br /&gt;Nem nada para ser sabido&lt;br /&gt;Nem nada para ser obtido&lt;br /&gt;Nem caminho para chegar ao fim&lt;br /&gt;Nem belo e nem feio&lt;br /&gt;Nem certo e nem errado&lt;br /&gt;Nem ponto para focar a atenção&lt;br /&gt;Nem doença&lt;br /&gt;Nem velhice&lt;br /&gt;Nem sofrimento&lt;br /&gt;Nem morte&lt;br /&gt;Nem medo&lt;br /&gt;Nem nada que perturbe&lt;br /&gt;Nem sombra&lt;br /&gt;Nem ignorância&lt;br /&gt;Nem céu&lt;br /&gt;Nem iluminação&lt;br /&gt;Nem santidade&lt;br /&gt;Nem Buda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o Espaço com filhos da ilusão dançando&lt;br /&gt;Só o rastro do sonho como uma pincelada de axé&lt;br /&gt;Só a claridade nua do Espelho Cósmico&lt;br /&gt;Só a lucidez desobstruída do Olho de Prajna&lt;br /&gt;Só a inteligência natural da Grande Perfeição&lt;br /&gt;Só a claridade do Sol do Grande Leste&lt;br /&gt;Só a Bondade da mão vazia que a tudo solta&lt;br /&gt;(set.2006)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-5930641890696769740?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/por-glaci.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-2939213737173887303</guid><pubDate>Fri, 11 Dec 2009 14:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-11T12:51:50.337-02:00</atom:updated><title>Não Existe Essa Manhã que eu Perseguia</title><description>11.12.09&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Faz 15 anos que perdi meu pai. Eu, que nunca havia gostado das festas de final de ano, reafirmei minha contrariedade a elas. Não sei dizer direito o que senti naquele momento. Era um dia comum que, de repente, se verteu num marco triste. Tinha ido comprar estrelinhas de neon para prender ao teto da minha casa nova na 24. Quando voltamos, havia um bilhete preso ao porteiro eletrônico, avisando que ele já havia sido, inclusive, enterrado. Outra perda que não vi – e, sabemos, a imagem é a coisa mais forte que há. Nunca soube disso com tanta força e tamanha dor. A imagem. Esta que nos apresenta aos olhos do mundo, olhos sem muita bondade, que a nada pretendem ver a não ser o que conseguem, à superfície do que somos. Somos tão mais que isso! Não sei dizer se pessoas lembram, em algum momento, que ninguém tem ‘culpa’ da imagem que tem. Alguns, inutilmente ou não, conseguem alterar algumas coisas aqui e ali. Não vi a imagem necessária ao luto, da partida de meu pai. &lt;br /&gt; Uma vez escrevi, dentro de uma letra, o seguinte: “tire as mãos de mim e ponha os olhos”. Queria dizer, naquele dia, para que tirassem a sensação de posse de cima de mim. Como se eu fosse, até ali, um objeto que as pessoas pudessem apenas “ter” pra si, levando de lá para cá, à sua vontade; queria dizer para colocarem os olhos, para me verem, verem ao que eu também pudesse querer. Tanta gente se diz capaz de amor incondicional, como mais pessoas ainda, preferem o amor à paixão. Ouço tanto isso! Que o amor sobrevive e a paixão acaba, que o amor leva longe e a paixão dura um tempo pré determinado...; mas quase já não encontro, como diria Taiguara, amor real, dado antes de se querer recebido. Pessoas colocam as mãos sobre aquilo que amam, esquecem de olhar para quem amam: e seria ali, onde a imagem ficaria em outro plano, que se veria o outro, com amor, mesmo! O outro que também sente, que também tem vontades, planos, sonhos a tentar realizar. O outro também tem sangue correndo nas veias, coração pulsando e sua essência a ser respeitada.&lt;br /&gt; Não sei que amores teve meu pai. Nem como os exerceu, os cultivou, os perdeu ou os manteve até o fim. Sei dos que tentei viver, dos que procurei cultivar, dos que ouvi dizer e dos que constatei não-sólidos. Alguns, sem que eu percebesse, ficaram para sempre ou melhor, até aqui. Pessoas que nem são da família mesmo, do sangue, mas são de dentro, do lugar onde as mãos não podem se apropriar. O que sei hoje, é que imagem nenhuma deveria ter o peso que tem – nem as mãos deveriam. Se os olhos pudessem nos ver por dentro, talvez as mãos servissem para ajudar a acalentar nossos sonhos, nossas pequenas tristezas, nossas datas de luto, nossos dias de distância. Se eu pudesse escolher um presente de Deus de natal, pediria a Ele que me deixasse andar com alguém, vida afora, de mãos dadas.&lt;br /&gt; Hoje, pai, eu usaria minhas mãos de violonista, para acariciar tua barba e acenar com ela o adeus que não te dei.&lt;br /&gt;Necka&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-2939213737173887303?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/11.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-3678139928696293831</guid><pubDate>Wed, 09 Dec 2009 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-09T19:54:52.276-02:00</atom:updated><title>Beco das Garrafas - Saudades!</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SyAcj8jGQxI/AAAAAAAAAQY/gyv0L1h7jYQ/s1600-h/DSCN1293_0001.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5413358155973673746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SyAcj8jGQxI/AAAAAAAAAQY/gyv0L1h7jYQ/s320/DSCN1293_0001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-3678139928696293831?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/beco-das-garrafas-saudades.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_53HIVOwoPaQ/SyAcj8jGQxI/AAAAAAAAAQY/gyv0L1h7jYQ/s72-c/DSCN1293_0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-5416577998358592743</guid><pubDate>Wed, 09 Dec 2009 21:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-09T19:53:48.216-02:00</atom:updated><title>Fogo Sobre a Terra (Achei)</title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rFInP8jKmAY"&gt;&lt;strong&gt;http://www.youtube.com/watch?v=rFInP8jKmAY&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-5416577998358592743?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/12/fogo-sobre-terra-achei.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-7605470353645766012</guid><pubDate>Fri, 30 Oct 2009 14:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-30T12:45:56.759-02:00</atom:updated><title>Férias</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Dá-me o Vento, um vento!”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;span style="color:#000000;"&gt;Como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um? Como mostrar a quem já recebeu do sol somente a sombra, que havia mais, que o sol talvez quisesse apenas falar de luz, de raios, da quentura da vida quando a vida tem alguma? Como dizer aos olhos escassos que chegam, buscam abrigo, identidade, espelho para o que sentem, que talvez ali, não encontrem àquilo, mas a outro reflexo, de outros olhos não seus? Palavras são plurais, levam consigo mais de uma direção, mais de um conceito. Não podem ser presas nem estar atadas; palavras são mais do que nossos ouvidos conseguem ouvir, do que nossos olhos conseguem ver, do que nossos corações conseguem sentir. Vento – é preciso arejar nosso entendimento. Ver poema como poema, e poeta como ser humano apenas, que sente sim, mas sente de todas as formas possíveis porque sentir nunca lhe contenta; nem sempre eu entendo um poema que leio. Às vezes o recebo de modo enviesado, torto, quando ele talvez tenha sido parido perfeito, reto, preciso. Nem sempre o alvo do que escrevo é um outro ser humano; às vezes, não se trata de nada nem de alguém em específico, mas de cenas, situações, recortes. Quisera que o que crio, fosse visto apenas como é: criação pura. Que não fosse levada em tanta consideração, a voz que canta a canção, mas ela sim, a canção! Que não fosse tão visível a mão que dedilha, mas o som do instrumento! Que não fosse visto o Artista, mas a Arte! Mas como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um, se quem vem, já o faz buscando álibi, confidente, parceria, cúmplice? Quem vem, vem com a fome feita esperando alimento. Nem sempre encontra – há vezes em que só acha outros iguais com ainda mais fome e indagações. Vento, ele é necessário a tudo e a todos. Respiremos. Pois sempre este, pode ser o último suspiro exausto que desiste.&lt;br /&gt;NA. 30.10.2009 – em Retiro por Um Tempo. Até Mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-7605470353645766012?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/ferias.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-93828141406222537</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 19:13:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T17:13:39.199-02:00</atom:updated><title>Insone</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Às vezes tudo é triste, como são tristes as coisas separadas de seus donos, como são tristes as flores arrancadas pelos ventos, longe de seus ramos, desenfeitando as ruas. Às vezes pende para o lado um braço exausto, desce pela face um sal inválido, vestes já não servem à pele nua. Às vezes, se rende ao exercício do tempo, um corpo antigo. E é triste, como o fim da estrada, como um filho ausente à festa, e as casas se rendendo às enxurradas. Às vezes simplesmente é tudo triste – um instante triste, contra o qual não há mais nada. Triste como a dor de quem se ama, como o fim que nada resta, como a morte anunciada. Às vezes, nem a fé por mais profunda, nem o amor por mais que insista, nem a saudade saciada, tudo junto, adiante nada. Às vezes os olhos apenas precisam derramar-se, sem descanso, sem sono, sem espelho. Precisam, simplesmente enquanto dure. Às vezes tudo é triste, indescritivelmente triste. Triste como o vir à vida ou o ir-se dela. Queria poder estar contigo, como se adiantasse alguma coisa juntar minha tristeza à tua. Queria que nada de mal te acontecesse, nunca mais, mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para R.S.&lt;br /&gt;29.10.2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-93828141406222537?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/insone.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-680818978913354817</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T16:59:01.145-02:00</atom:updated><title>Pétala</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Quisera que nenhuma outra mão desatenta tivesse tocado a pele fina dessa pétala. E que nenhum outro lábio tivesse visitado seus cantos, seus limites, a textura lisa que tem. Quisera que nenhum outro músculo tivesse ousado levantar o dorso branco, tomado de sinais, de três em três, que se estende depois, entregue. Olho e jamais acredito no que vejo. E quisera que nenhum outro olhar antes do meu, tivesse decorado a isso. Que nenhuma outra lágrima tivesse sido sorvida pela tua boca, que não essas, as minhas, quando, de novo, entendo amor. Sobre a camada de fios que passam à minha frente, as luzes todas se movem, as coisas todas se esquecem, o mundo todo se apaga. Quisera, também e em demasia, que nunca tivessem sido antes e de mais ninguém, esse teu riso mais largo – lindo, provocado na mais profunda pureza, um riso inevitável que tentas conter e é impossível. Eu passaria a vida toda assistindo a ele, quando ele chega e me deparo, de repente, com a beleza inteira que tem – olho, e custo a crer no que vejo. Quisera que teu desejo jamais tivesse brotado antes, para que ele fosse, somente hoje, como tem sido – revestido de alegria e nenhum medo. Que tuas mãos nunca tivessem vasculhado, que tuas pernas nunca tivessem se tramado, que tuas noites nunca tivessem acabado sós. Entre nós, é como se o resto todo antes precisasse ser descartado, removido, retirado de onde esteve e como foi. Quisera que teu corpo fosse como foi o meu, que tivesse esperado mais para poder ser inteiro. Olho e não acredito no que tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA. 29.10.2009&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-680818978913354817?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/petala.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-5708778853940338092</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 17:54:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T16:17:14.321-02:00</atom:updated><title>Nascida</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Não, eu não sabia.&lt;br /&gt;Meus olhos vinham ocupados de imagens, presenças, lembranças, vestígios, quase digitais. Vinham tentando dar alguma nitidez ao tudo que viam, confusos com tanto, imersos na profusão desvairada da multidão que não passava, não saía da vista, não dava descanso. Era muita gente que ali estava, que se auto-gravava na retina, que se perpetuava nos gestos, nas tentativas quase que indecentes de deixar seus rastros nas minhas calçadas. Não, eu não entendia. Minha cabeça estava acesa de uma luz intensa e sobre-humana – havia palavras demais, cartas, poemas, revelações, confissões quase que imprudentes. Eram corações demais em desvario, em solidão perpétua há tempos e mais tempos - sem confidentes. Eu os ouvia. E estava atenta, molhava os olhos de tristezas que nem eram minhas, como que comungasse com todos as dores de todos que eram quase iguais, que eram todas gêmeas e se mostravam nuas diante dos abismos imaginados que nunca vinham. Queriam jogar-se e não podiam – não havia nada ali, apenas suas vontades, suas ânsias por asas e ventos devastadores. Aqueles corações portavam impulsos, já tinham coragem, sentiam-se prontos. Mas faltava o motivo, uma outra mão estendida do outro lado, acenando ‘vem’. Não, eu não conseguia arrumar espaço pra tanta coisa que enxergava, que observava, sempre contemplando muito além do que me permitia o entendimento. Meus olhos vinham lotados, minha cabeça encharcada de lágrimas de amigos, de salivas inúteis e solteiras de beijos imaginados. Mas estava ali, me espreitando. Por um momento, em legítima defesa, eu tive de abrir a porta e atravessar com passos quase incandescentes. O chão abaixo de mim quase incendiava a cada metro vencido. Era um despedir-se e era, a um mesmo tempo, um novo parto de mim mesma, do qual eu era a mãe, desta vez. Desta vez não haveria a quem culpar nem a quem agradecer – só haveria a mim, num futuro, se ele viesse, se eu vingasse. Ali, naquele momento, sobre as asas que eu mesma esculpi de mim, quando vislumbrei o azul sobre outro azul, do mar aos pés das montanhas, foi ali que meus olhos começaram a soltar o que levavam. Foi ali que minha cabeça começou a desvestir as máscaras alheias que guardava. Naquela hora e meia, suficientemente longa, foi como se de dentro pudesse emergir um novo coração quase todo solteiro, beirando a virgindade tardia, querendo uma adolescência fora de hora, longe de casa, uma fugitiva. Meus olhos precisaram que assim fosse, para que te vissem. Talvez eles já soubessem. Eu?, não sabia. 9 meses mais tarde, devidamente parida, minha outra vida se anuncia pronta para a sua vida. Se exerce, se auto-fascina, se conhece. Observa-se em frente ao espelho e se espanta ao ver que viver é de fato, melhor que sonhar. Ainda cabem, em meus olhos, faces, cenas, imagens, fotografias. Ainda visitam a minha cabeça as histórias que me contaram, contam, ainda sim. Porém, aquela que fui hoje se acresce de mais do que conhecia. De coisas que não descreve porque é inútil descrever uma alegria, toda ela, nua e sem fantasia. É outro céu agora. É outro dia e amanhece, quase, eternamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA. 29.10.2009&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-5708778853940338092?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/gestada.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-62721882558414605</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 17:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T15:54:14.137-02:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;Eu amo porque amo. Tenho razões para tanto. Amo porque me é inevitável amar àquilo que seduz aos meus olhos, a tudo que me fascine, me roube o sono, perturbe o meu andar. Amo porque preciso, porque a vida reside nisso, amar, tão somente amar. E nada do que eu faça, e nenhum caminho que eu desvie, nenhum passo meu, por menos que pareça, ruma noutra direção que não a dele, do amor insano, intenso, louco, mundano, sagrado...é nele que mergulho, é dele que me embriago, é por ele que sorvo de cada taça, é no interior dele que me acho. Eu amo, porque amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NA 29.10.09&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-62721882558414605?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/eu-amo-porque-amo.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-4526176880150492906</guid><pubDate>Thu, 29 Oct 2009 08:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-29T06:47:09.552-02:00</atom:updated><title></title><description>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Porque tu exististe, Olinda, eu pude ser.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Porque Tu existes, Amado Judas, eu posso ter.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Porque tu estás, eu posso sentir.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Necka. 29.10.2009&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-4526176880150492906?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/porque-tu-exististe-olinda-eu-pude-ser.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-3807301473477239994.post-6081599636811336567</guid><pubDate>Wed, 28 Oct 2009 15:16:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-28T13:16:50.027-02:00</atom:updated><title>Kasamento...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;                Hoje, logo hoje, dia de SÃO JUDAS TADEU QUERIDÃO, o assunto foi ‘casamento’. Ca-ra-ca! Assuntinho complicado esse, não? Eis que pediram minha opinião sincera. Ora, sou sempre sincera, mesmo que procure poupar as pessoas dos meus ferozes comentários.  Um colega que andou me testando recentemente* (já conto!), quis de fato saber o que eu penso sobre casamento. Resolvi pegar leve, conduzindo a coisa pro lúdico, porém revelando o que penso mesmo!&lt;br /&gt;                Uma das coisas que eu disse/digo: existem milhares de pessoas no mundo. Tu escolhes uma única com quem partilhar a tua vida. OK? Porque aquela te pareceu ou te parece ainda, a melhor pessoa, porque ela te fez sentir coisas únicas na vida, certo? Ele disse: certo! Então, caro colega, por que, justamente com a melhor pessoa, com aquela que escolheste dentre todas, o tratamento é sempre assim: para vir trabalhar tu vestes tua melhor camisa, teu sapato novo, compras sempre roupas boas com a justificativa que tens de vir pro trabalho e, em casa, junto da melhor pessoa, tu vestes teu pijama mais ralado, teu chinelo velho (e confortável, provavelmente)? Ele parou quieto e prestou mais atenção ainda. Continuei: em casa, as pessoas se largam, “ficam à vontade demais”...mas, se chegar uma visita, todo mundo corre pra dar um jeito na lata, certo? Por que? A gente deveria dar o nosso melhor para a pessoa que vive conosco.&lt;br /&gt;                Até que, de repente, larguei uma coisa chata de explicar: que parte da culpa dos casamentos acabarem indo pro brejo, era dos padres, pois eles usam um discurso poético/metafórico/subjetivo, em vez de darem a real duma vez. Ora...aquele texto de “na saúde e na doença”, por exemplo. Ah, na boa! Isso é muito subjetivo e romântico até. Se ele dissesse as coisas direitinho como são, a maioria sairia do altar em tempo hábil. Doença existe muita: uma coisa é o cara ter sinusite, por exemplo, o que não afeta diretamente a vida da parceira. Outra, é ele ter apnéia, roncar feito um trator. A criatura ao lado vai revirar na cama a noite toda, levantar de mau-humor e, depois, não adianta entupir os poros da cara de natura: enrugou, já era! Na tristeza e na alegria...também! Merrrrma coisa! Tristeza porque o peixe-beta saltou do aquário, tuuuudo bem. E quando chega aquela pilha de contas pra pagar, o cara não tem grana, a parceira torrou todas no shopping e a conversa engrossa? Hum? Eis que, com o tempo, o cara começa a ficar com preguiça de namorar, vive cansadão, etc. A cônjuge ali, sempre mudando o cabelo, perdendo uns 200 gramas de peso, investindo pesado em gosmética. Aí, ela passa a sair mais com as amigas, a se interessar mais pela internet, pronto!: vem o cara querer regular o Orkut da outra. E? Se o padre fosse logo dizendo a real, muito estrago seria evitado. Pois, na boa, a parte em que ele fala sério, é forte: é pra vida toda. O que Deus uniu, o homem não separa; bom, resguardando o fato de que não foi o tadinho de Deus, todo mundo está no altar porque quer, é pra vida toda sim! A gente depois tenta separar, tenta se reconstruir, mas não é tão simples. Quando a gente divide uma casa e alguns anos da vida da gente com alguém, também acontecem muitas coisas boas inesquecíveis. Se forja dentro um vínculo realmente legítimo de amor por outro ser humano. E esse vínculo não se corta assim, no mais. O desejo passa? Passa! (é muito pijama, tpm, ronco, conta, toalha molhada, espinha na cara, cortador de unha, vestidinho velho...passa sim! Ô se passa!). Mas o amor dentro, aquele que nos fez escolher a pessoa lá atrás, fica. A amizade permanece. O querer bem continua. E aí chega aquele momento em que a vida fica sem tesão de ser vivida, quando algo está faltando e a gente nem pode dividir essa questão com o parceiro, o melhor amigo, porque ele é, justamente, o foco da mesma. Aí, ou se passa o resto da vida morando com o melhor amigo (a) e se resignando, ou se separa dele para tentar abrir as portas para a nova vinda da paixão. (o que pode ser uma pessoa ainda mais encantadora, como pode ser uma pessoa que jamais supere o que o anterior tinha de bom)&lt;br /&gt;                Eu não sou contra o casamento. Mas o considero uma escolha demasiado séria pra se fazer sem embasamentos, sem a real dita na cara, sem disfarces nem delongas. Claro que, com o tempo, mesmo que o discurso do padreco tenha sido tri metafórico, a gente acaba descobrindo o que quer dizer de fato, na saúde e na doença. Só que aí a gente já casou, ora! Nesse caso, o lance é ficar amigão mesmo de São Judas Tadeu, porque, na boa, todo mundo vai precisar dum boooooom santo querido e paciente ao longo das bodas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;*O teste: um colega, a fim de me testar, sei lá pra que, me perguntou assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sandra, qual a diferença entre Troglodita e Poliglota?&lt;br /&gt;- Olha, depende do uso que tu fizeres da boca.&lt;br /&gt;- Como assim, Sandra?&lt;br /&gt;- Por exemplo, colega, se tu MORDERES uma pessoa, tu serás um troglodita. Já, se tu ameaçares morder uma pessoa em outra língua, tu serás um Poliglota. Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necka. 28.10.2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3807301473477239994-6081599636811336567?l=inneckaayala.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://inneckaayala.blogspot.com/2009/10/kasamento.html</link><author>neckaayala@gmail.com (Necka Ayala = N.A.)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>