Depois de um período longo de convívio com uma determinada pessoa, aconteceu há pouco, uma longa conversa sobre ajuda. Coisa que sempre foi motivo de questionamento pra mim: ajudar. É uma palavra que a “família” costuma usar indiscriminadamente. E sempre tive uma antipatia por isso. Ajudar é uma coisa que nem deveria ser pronunciada uma vez que se queira de fato ajudar.
A pessoa em questão, dias atrás, teve um problema. À qual deu uma importância maior. Puxando de dentro uma paciência que eu não tinha naquele dia, fui oferecer a mão. E qual não foi a minha surpresa ao levar uma bronca sobrenatural. Ficou muito brava! Mas muito! Me xingou de tudo! Tipo: que que tu sempre tens de dar uma de boazinha, vindo oferecer ajuda...vai à....!”. Ok. Deixei quieta. E me recolhi ao meu mundo querido de músicas, que me resgatam e me devolvem a paz que tanto prezo. Ou seja: fui ajudar a mim. Hehehe!
Vontade de ajudar a gente tem. Oferece. Deixa ali caso a pessoa queira vir buscar sem que a gente veja. Tipo largada em cima da mesa, assim como quem não quer nada. Ter o que ofertar a gente tem. Se não tem, inventa: brinca, diz besteira, faz rir, ou vai junto ao oratório e pede a quem sempre tem! E, enquanto a ajuda superior não chega, a gente tenta outras coisas, tipo desfocar do problema, partir pra filosofia, enfim...convida pra dançar, acende incenso, bota um filme logo pra rodar...!
Bem. Voltando à conversa longa de hoje. Num determinado ponto da conversa, falei pra ela que o lance às vezes de se oferecer uma forcinha, é perceber no outro a vontade de receber. Porque quando a pessoa quer vir, quer receber, isso muda, quebra o ciclo vicioso! A energia em volta muda. A gente fica às vezes olhando a cena: aquela eterna repetição de vícios que não dão em nada e causam mais problemas. Sente o peso sobre os ombros do outro. Assiste lágrimas jorrando cara abaixo dias a fio. E oferece a mão. A pessoa briga e segue pesada, repetindo, afundando mais. Oferece a mão de novo. E de novo. Até que cansamos, porque não vimos vontade de volta. E é exatamente esse o momento-chave! Ver que do outro lado há vontade de mudar mesmo. Às vezes a pessoa não consegue sozinha. O que tem? Que mal há em receber? Ok, tá certo, eu também custei a gostar de receber. Mas foi bom! Garanto! O clic está nesse exato momento: quando a gente percorre os nossos 50% do caminho e o outro percorre os 50% que lhes compete. No meio é que mora a mudança. Eu disse a ela: o problema, é que tu nem queres querer. E deixei assim.
Tudo seria diferente se não estivesse eu, de novo, parada no ponto de chegada dos meus 50% do caminho. Eu vim até aqui, mas vim sozinha. Contando apenas com a ajuda de Deus que nunca desiste! Ele costuma vir tanto quanto costumo ir. Por isso sempre nos encontramos, Ele e eu.
Tenho a declarar, depois dessa e de uma cena de ontem, quando fui com outra amiga querida resolver um problema dela, que é lindo ir com uma amiga querida resolver um problema dela. Lindo! A gente fica feliz junto! Comemora, festeja, partilha, curte a viagem de trem, a chuva, enquanto ri, soma esperanças, enquanto festeja o afeto provado via-gesto, sem palavras. É linda a palavra Comunhão! Tudo que é plural é lindo. Dois, juntos, com. Cheguei em casa banhada de chuva, rindo, feliz! Ela sabia que eu gostava pra caramba dela. Eu tinha dito, em palavras. Ontem ela soube o quanto.
Podíamos estar nós, agora, aqui em casa, ambas assim. Teríamos jantado em paz, curtido a comida feita com carinho, a coca geladinha, talvez até a chamasse pra curtir um som de guitarra junto, com. Poderíamos estar as duas agora aqui, numa mesma sintonia boa de partilha. Se ela quisesse. Que pena! Eu realmente lamento. Mas a minha vida precisa seguir. Porque EU quero! Né Mara? A gente sempre quer. Quer vida, vertigem, viagem, risada solta de doer a barriga no outro dia (né Roberta?); a gente quer prazer pra aliviar as dores, os fracassos, as tristezas, as decepções. Tão bom! Tão bom dançar à luz de velas pelo quarto. Era mesmo muito bom! Ver filme comendo pipoca! E há de ser de novo, um dia, quando alguém quiser e puder vir ao meu encontro. Percorrendo os seus 50% do caminho, na simples intenção de ser feliz. Obrigada Deus, por ter me ensinado a dar e a receber. Bem certinho: 50% de cada um.
A pessoa em questão, dias atrás, teve um problema. À qual deu uma importância maior. Puxando de dentro uma paciência que eu não tinha naquele dia, fui oferecer a mão. E qual não foi a minha surpresa ao levar uma bronca sobrenatural. Ficou muito brava! Mas muito! Me xingou de tudo! Tipo: que que tu sempre tens de dar uma de boazinha, vindo oferecer ajuda...vai à....!”. Ok. Deixei quieta. E me recolhi ao meu mundo querido de músicas, que me resgatam e me devolvem a paz que tanto prezo. Ou seja: fui ajudar a mim. Hehehe!
Vontade de ajudar a gente tem. Oferece. Deixa ali caso a pessoa queira vir buscar sem que a gente veja. Tipo largada em cima da mesa, assim como quem não quer nada. Ter o que ofertar a gente tem. Se não tem, inventa: brinca, diz besteira, faz rir, ou vai junto ao oratório e pede a quem sempre tem! E, enquanto a ajuda superior não chega, a gente tenta outras coisas, tipo desfocar do problema, partir pra filosofia, enfim...convida pra dançar, acende incenso, bota um filme logo pra rodar...!
Bem. Voltando à conversa longa de hoje. Num determinado ponto da conversa, falei pra ela que o lance às vezes de se oferecer uma forcinha, é perceber no outro a vontade de receber. Porque quando a pessoa quer vir, quer receber, isso muda, quebra o ciclo vicioso! A energia em volta muda. A gente fica às vezes olhando a cena: aquela eterna repetição de vícios que não dão em nada e causam mais problemas. Sente o peso sobre os ombros do outro. Assiste lágrimas jorrando cara abaixo dias a fio. E oferece a mão. A pessoa briga e segue pesada, repetindo, afundando mais. Oferece a mão de novo. E de novo. Até que cansamos, porque não vimos vontade de volta. E é exatamente esse o momento-chave! Ver que do outro lado há vontade de mudar mesmo. Às vezes a pessoa não consegue sozinha. O que tem? Que mal há em receber? Ok, tá certo, eu também custei a gostar de receber. Mas foi bom! Garanto! O clic está nesse exato momento: quando a gente percorre os nossos 50% do caminho e o outro percorre os 50% que lhes compete. No meio é que mora a mudança. Eu disse a ela: o problema, é que tu nem queres querer. E deixei assim.
Tudo seria diferente se não estivesse eu, de novo, parada no ponto de chegada dos meus 50% do caminho. Eu vim até aqui, mas vim sozinha. Contando apenas com a ajuda de Deus que nunca desiste! Ele costuma vir tanto quanto costumo ir. Por isso sempre nos encontramos, Ele e eu.
Tenho a declarar, depois dessa e de uma cena de ontem, quando fui com outra amiga querida resolver um problema dela, que é lindo ir com uma amiga querida resolver um problema dela. Lindo! A gente fica feliz junto! Comemora, festeja, partilha, curte a viagem de trem, a chuva, enquanto ri, soma esperanças, enquanto festeja o afeto provado via-gesto, sem palavras. É linda a palavra Comunhão! Tudo que é plural é lindo. Dois, juntos, com. Cheguei em casa banhada de chuva, rindo, feliz! Ela sabia que eu gostava pra caramba dela. Eu tinha dito, em palavras. Ontem ela soube o quanto.
Podíamos estar nós, agora, aqui em casa, ambas assim. Teríamos jantado em paz, curtido a comida feita com carinho, a coca geladinha, talvez até a chamasse pra curtir um som de guitarra junto, com. Poderíamos estar as duas agora aqui, numa mesma sintonia boa de partilha. Se ela quisesse. Que pena! Eu realmente lamento. Mas a minha vida precisa seguir. Porque EU quero! Né Mara? A gente sempre quer. Quer vida, vertigem, viagem, risada solta de doer a barriga no outro dia (né Roberta?); a gente quer prazer pra aliviar as dores, os fracassos, as tristezas, as decepções. Tão bom! Tão bom dançar à luz de velas pelo quarto. Era mesmo muito bom! Ver filme comendo pipoca! E há de ser de novo, um dia, quando alguém quiser e puder vir ao meu encontro. Percorrendo os seus 50% do caminho, na simples intenção de ser feliz. Obrigada Deus, por ter me ensinado a dar e a receber. Bem certinho: 50% de cada um.
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Leio.