Tem sido sempre assim.
Toda manhã livre, tiro tua foto de dentro da carteira. Abro-a sobre a mesa e coloco sobre ela um Quartzo Rosa e um Cristal. Para que recebas amor e visão. Tomo banho e vou fazer as Orações do dia, onde estás desde que nos conhecemos. Tu e outras pessoas que precisam delas.
Depois arrumo a casa. Abro janelas para que o vento dissipe o que tiver ido dormir comigo duvidando. Há sempre uma música tocando na minha cabeça. Ouço. E coloco para ouvir fora também.
Sento e trabalho. Acerto compromissos, decido o que quero fazer de mais urgente, traço roteiros e os cumpro fielmente. Sou fiel a mim. Gosto de cumprir deveres antes para ter direitos depois.
E a tua foto ali, à vista. Com pedras por cima.
Aí lembro dos incensos. Mais tarde: depois da casa limpa. Todo rito precisa ser respeitado. Senão, não vinga!
Confiro tudo, agenda, diário, e-mails. Respondo a todos. Nunca deixo ninguém falando sozinho: acho feio fazer isso. E sempre falo a verdade. Quando não posso, quando o que iria dizer pode ferir a quem pergunta, digo outra verdade: não vou te responder, desculpa.
Levo o dia assim, com algumas rotinas que faço questão de quebrar quando fico triste. Meus horários são malucos desde que nos conhecemos. Durmo tarde, acordo muito cedo. Toco fora de hora, componho de dia, rio à noite com pessoas do bem que vieram contigo.
Recebo notícias e queria receber as tuas.
Nunca mais vi TV.
Ando pelas ruas de Porto Alegre, percebendo coisas que nunca tinha visto. E imagino passeios nossos por ali. Ainda me pergunto se eles acontecerão um dia.
Tenho tido dúvidas. Confesso. Por causa desse silêncio, dessa distância que se fez e que não sei se é por decisão do destino ou tua.
Chove agora, muito. Está nublado. E em mim neblinas e esperas: tudo que não gosto de sentir de novo e de novo.
Não sei de ti. De como é teu dia, tuas horas, não sei como tratas hoje a vida que tens. Se gostas dela, se a queres bem. Não sei teus planos, se os tens. Nem sei se estou aí ainda. Se passei.
Sei que agora, tudo é gerúndio. Estou no limbo. No meio do caminho entre o último instante e o próximo. Não sei o que virá. Indo. Indo. Apenas indo.
Para LB.
“Quase que eu ando na rua, como quem anda num trem: sem conduzir, indo ao sabor, quem sabe lá se quem vai, vem.” (Osvaldo Montenegro)
Toda manhã livre, tiro tua foto de dentro da carteira. Abro-a sobre a mesa e coloco sobre ela um Quartzo Rosa e um Cristal. Para que recebas amor e visão. Tomo banho e vou fazer as Orações do dia, onde estás desde que nos conhecemos. Tu e outras pessoas que precisam delas.
Depois arrumo a casa. Abro janelas para que o vento dissipe o que tiver ido dormir comigo duvidando. Há sempre uma música tocando na minha cabeça. Ouço. E coloco para ouvir fora também.
Sento e trabalho. Acerto compromissos, decido o que quero fazer de mais urgente, traço roteiros e os cumpro fielmente. Sou fiel a mim. Gosto de cumprir deveres antes para ter direitos depois.
E a tua foto ali, à vista. Com pedras por cima.
Aí lembro dos incensos. Mais tarde: depois da casa limpa. Todo rito precisa ser respeitado. Senão, não vinga!
Confiro tudo, agenda, diário, e-mails. Respondo a todos. Nunca deixo ninguém falando sozinho: acho feio fazer isso. E sempre falo a verdade. Quando não posso, quando o que iria dizer pode ferir a quem pergunta, digo outra verdade: não vou te responder, desculpa.
Levo o dia assim, com algumas rotinas que faço questão de quebrar quando fico triste. Meus horários são malucos desde que nos conhecemos. Durmo tarde, acordo muito cedo. Toco fora de hora, componho de dia, rio à noite com pessoas do bem que vieram contigo.
Recebo notícias e queria receber as tuas.
Nunca mais vi TV.
Ando pelas ruas de Porto Alegre, percebendo coisas que nunca tinha visto. E imagino passeios nossos por ali. Ainda me pergunto se eles acontecerão um dia.
Tenho tido dúvidas. Confesso. Por causa desse silêncio, dessa distância que se fez e que não sei se é por decisão do destino ou tua.
Chove agora, muito. Está nublado. E em mim neblinas e esperas: tudo que não gosto de sentir de novo e de novo.
Não sei de ti. De como é teu dia, tuas horas, não sei como tratas hoje a vida que tens. Se gostas dela, se a queres bem. Não sei teus planos, se os tens. Nem sei se estou aí ainda. Se passei.
Sei que agora, tudo é gerúndio. Estou no limbo. No meio do caminho entre o último instante e o próximo. Não sei o que virá. Indo. Indo. Apenas indo.
Para LB.
“Quase que eu ando na rua, como quem anda num trem: sem conduzir, indo ao sabor, quem sabe lá se quem vai, vem.” (Osvaldo Montenegro)
Que lindo, prova maior de carinho e de amor não há.
ResponderExcluirFeliz de quem a tem :)
Torço por tua felicidade Neneckinha.