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22 de out. de 2008

Antes
Não era ninguém,
Não havia nada.
Era tudo só.
Eu estava a esmo,
Mesmo, assim, de fato,
Não ousava gesto,
Não havia ato
Que me desse alento,
Me tirasse o fardo.

Era tudo incerto,
E era sem futuro,
Tudo inacabado,
Quase tudo feito,
Passo entre os escombros,
Quase todos dados,
Era tudo morto
Por todos os lados.

Não havia nomes,
Não citava cenas,
Não revia fotos,
Não valia a pena.
Não buscava gente,
Não queria encontro.
Estava de passagem,
Quando vi teu rosto.

E porque te disse
Simplesmente “vem”,
Cada vez mais coisas
Têm me tido suas,
Têm me visto indo
Aonde não estejas.
Cada dia novas
Cada noite plenas.

Todas confessando
O que não confessas.
Não havia antes,
Só havia pressa,
Hoje ocupas tudo,
Todos os espaços,
Eu estava livre
Agora o que é que faço?

22.10.08

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