Roda-Viva.
Esta é a canção de hoje, de desde ontem à noite, na verdade. Me sinto assim. E lembrei de uma coisa muito antiga, da minha Amada Olinda: a que foi Vó, Mãe, melhor amiga, Dinda, tudo. Meu grande amor. Lembrei de Tica hoje, que tem sua Olinda; lembrei de Lia que há dias atrás estava “Roda-Viva”. Seguimos comungando, amadas.
Eu era pequena. Devia estar na 5ª série, sei lá, não importa. E, chegando em casa, bati com o dedo do pé na perna duma cadeira pesada. E desatei a chorar. Mas chorei muito, demais. Olinda sentou-se e disse calmamente: Filha, tu não estás chorando apenas por causa do dedinho, não é? E explicou: às vezes, as coisas que doem na gente vão se acumulando, pois a gente não consegue perceber todas elas, nem chorar por cada uma. Aí acontece isso: a gente bate com o dedinho e chora. Chora muito, porque na verdade está chorando por tudo.
Nunca fui de chorar toda hora, por qualquer coisa. Ultimamente, como tenho sido forte até demais, choro menos ainda. Mas tem dias que a gente se dá conta de que já passou da hora de desabar um pouco. De deixar vir, de lavar a cara. Hoje tudo está pegando. Um casamento de 21 anos desfeito, as coisas que ouvi ontem às quais esperei anos e só foram ditas quando não adianta mais, a possibilidade de perder a outra Vó, a dor nas costas, a história de amor sem final feliz que me contaram de madrugada, o silêncio, a falta de grana...; sinto também que preciso sair justamente daquilo que estava me fazendo feliz e forte. É uma sensação de despedida, de “tô indo nessa”. Talvez seja TPM e passe. Talvez eu tenha passado. Ou será que acordei do sonho, de repente? Hoje não quero música, nem filme; não quero comer, nem rir; não quero falar.
Preciso bater com o dedinho em alguma quina. E daria tudo na vida para rever Olinda ali, bem na minha frente dizendo simplesmente: filha!
Esta é a canção de hoje, de desde ontem à noite, na verdade. Me sinto assim. E lembrei de uma coisa muito antiga, da minha Amada Olinda: a que foi Vó, Mãe, melhor amiga, Dinda, tudo. Meu grande amor. Lembrei de Tica hoje, que tem sua Olinda; lembrei de Lia que há dias atrás estava “Roda-Viva”. Seguimos comungando, amadas.
Eu era pequena. Devia estar na 5ª série, sei lá, não importa. E, chegando em casa, bati com o dedo do pé na perna duma cadeira pesada. E desatei a chorar. Mas chorei muito, demais. Olinda sentou-se e disse calmamente: Filha, tu não estás chorando apenas por causa do dedinho, não é? E explicou: às vezes, as coisas que doem na gente vão se acumulando, pois a gente não consegue perceber todas elas, nem chorar por cada uma. Aí acontece isso: a gente bate com o dedinho e chora. Chora muito, porque na verdade está chorando por tudo.
Nunca fui de chorar toda hora, por qualquer coisa. Ultimamente, como tenho sido forte até demais, choro menos ainda. Mas tem dias que a gente se dá conta de que já passou da hora de desabar um pouco. De deixar vir, de lavar a cara. Hoje tudo está pegando. Um casamento de 21 anos desfeito, as coisas que ouvi ontem às quais esperei anos e só foram ditas quando não adianta mais, a possibilidade de perder a outra Vó, a dor nas costas, a história de amor sem final feliz que me contaram de madrugada, o silêncio, a falta de grana...; sinto também que preciso sair justamente daquilo que estava me fazendo feliz e forte. É uma sensação de despedida, de “tô indo nessa”. Talvez seja TPM e passe. Talvez eu tenha passado. Ou será que acordei do sonho, de repente? Hoje não quero música, nem filme; não quero comer, nem rir; não quero falar.
Preciso bater com o dedinho em alguma quina. E daria tudo na vida para rever Olinda ali, bem na minha frente dizendo simplesmente: filha!
Ohhh,Necka
ResponderExcluirEu sei muito bem como é isso,um sentimento sem nome,aonde acumulamos tudo,não temos vontade de nada,só precisamos que o mundo acabe.
Faz tempo que eu não choro desse jeito e olha que chorar é comigo...rsrs,engraçado,acho que vamos ficando "calejadas",a vida nos obriga a ficarmos.
E como é bom o sentimento depois desse choro desesperado,aquela paz,não que as coisas tenham sido resolvidas,mas aquele peso do acúmulo,diminui e bastante.
Imagino a saudade,a dor e esse sentimento de querer a Olinda,ohhhhhhh,Necka,só quem tem uma Olinda,sabe como é...
Mas tudo isso que vc está vivendo agora é apenas uma fase,como eu digo,essas benditas fases que temos que passar,que tem uma razão de ser e que sempre achamos que é o fim.
Sua avó ficará bem,tudo já deu certo,vó lindaaa,estou rezando por ela.
Amanhã é um novo dia,não é?
Lembrei de uma música em que eu acho que traduz esse sentimento qdo eu me sinto assim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor
Mais não me diga isso!
É só hoje e isso passa...
Só me deixe aqui quieto
Isso passa.
Amanhã é outro dia
Não é?
Eu nem sei por quê me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mais obrigado por pensar em mim.
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem sou.
Mais não me diga isso!
Não me dê atenção!
E obrigado por pensar em mim...
Neckaaaa
Espero que esse anjo triste que estava ao seu lado tenha ido embora e que seu sorriso tenha voltado,mesmo que ele esteja "ainda" um pouco sem graça.
Reze,converse com a Olinda,ela estará ao seu lado sempre e você sabe que pode contar comigo,não esqueçaaaaaaaa,se precisar de algo estou aqui!
Fique com Deus.
Força
suquinhos,beijooosss