És a Sentinela das máscaras que uso.
Guardiã das vestes tolas que me encobrem.
És a que me despe, à minha alma nua.
A Anfitriã das metades que se unem.
Teus pares de asas, feito uma asa-delta,
Me servem de teto, sobrevoam muros.
Levas meu segredo posto em tua urna,
Como fosse cinza pós cremar-se tudo.
És a clara parte que faltava, o meio.
Onde se encontram as que não caminham.
Dupla testemunha: amor e receio.
E, do cosmo, aquele pelos quais se alinham.
És a profetiza que ainda espera o dia
Em que sol e lua possam ser encontro.
Tanto quanto esperas para ti o mesmo:
Um amor do qual o teu possa ser dono.
És pra nós a estrela, sempre pronta ao brilho
A que orienta, clareia o caminho.
Máscaras de lado, vestes desvestidas,
És das minhas asas, simplesmente, o ninho.
Fê Tein. Minha Loira Única.
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