Clara. Muito clara. Uma pessoa de cujos olhos não se tem escape. Olhos de dentro, da alma, que enxergam longe, na gente, coisas que a gente não vê. Olhos de fora, azuis, verdes, depende do dia, da Luz do Dia. Olhos que amansam a voz que sai dela. Voz de leveza de pena. Que pergunta aquilo que já sabe, só pra gente ter de se auto-responder. Leveza de tirar delicadamente a máscara da cara da gente. Cada uma, bem devagar, gentilmente.
Coração claro, também! Se mostra. Se deixa ser o que é. Cabe muito ali, cabem muitos. Cabem as duas pontas de um Fio tecido pela Vida-Artesã dez anos atrás. Ela une as pontas dentro dela; e borda com elas, fora, agora. Coração que espera, que aguarda a chegada de seu hóspede. Um príncipe encantado que não monte cavalos, mas, alado, saiba mover os 4 pares de asas que ela tem. Que seja um cavaleiro errante, um domador de estradas – o outro sentado ao lado no pedalinho.
Alma que ainda não exerceu o todo do amor que contém. Amor este onde a própria alma está, contida. E ela o conhece de tanto que conhece, observa, ajuda a nutrir aos amores que vê. Ali, feito sentinela, testemunha, guardiã.
Clara também de se deixar transparecer. De fome de carinho, fome eterna, insaciável. De riso e de conversas, de trocas e de planos para um futuro qualquer, desde que seja junto! Clareza nas palavras que usa, nas declarações que faz e são muitas, são lindas, são dela! A cara dela, que também é linda! E me ouve tocar como se nem estivesse ali, de tão envolta no silêncio – na atenção pra não fazer barulho! (outro tipo de declaração de amor: à música) Que nem quando amar é mais aceitar do que entender.
A casa dela é Beatriz. Até tem Chico na parede. Uma sacada onde a gente fica à noite conversando e fazendo de conta que a fumaça não entra. Tem uma bicicleta de paus de árvore, pequena, ou como ela diz ‘pique’. Ah, Pique também é uma outra pessoa, uma espécie de outra parte dela mesma, que vive fora, noutro corpo, noutro endereço.
Leva as noites como se o avanço das horas não fosse cansar no dia seguinte. Porque não pode, simplesmente não pode, deixar nada pra depois: seja um filme sobre o vermelho do céu que ela já viu, seja um banho pra dormir faceira do lado, seja um conselho de amiga pra gente pensar enquanto o sono não vem. E nada de fechar os olhos coloridos antes de mais um carinhozinho básico, o centésimo do dia.
Clara de ser clara. De tornar claro. De clarear, esclarecer. De luz. Muita luz de diversas cores. Luz do Dia de hoje, que começou aberto, ensolarado, e fechou agora há pouco. Ta chovendo. Que cor têm teus olhos agora, Fêeeeeê?
Neeeeeeecka Ayala, na tua casa. Tarde de Quinta, 20.11.08 (enquanto ligavas pra cá de novo)
Coração claro, também! Se mostra. Se deixa ser o que é. Cabe muito ali, cabem muitos. Cabem as duas pontas de um Fio tecido pela Vida-Artesã dez anos atrás. Ela une as pontas dentro dela; e borda com elas, fora, agora. Coração que espera, que aguarda a chegada de seu hóspede. Um príncipe encantado que não monte cavalos, mas, alado, saiba mover os 4 pares de asas que ela tem. Que seja um cavaleiro errante, um domador de estradas – o outro sentado ao lado no pedalinho.
Alma que ainda não exerceu o todo do amor que contém. Amor este onde a própria alma está, contida. E ela o conhece de tanto que conhece, observa, ajuda a nutrir aos amores que vê. Ali, feito sentinela, testemunha, guardiã.
Clara também de se deixar transparecer. De fome de carinho, fome eterna, insaciável. De riso e de conversas, de trocas e de planos para um futuro qualquer, desde que seja junto! Clareza nas palavras que usa, nas declarações que faz e são muitas, são lindas, são dela! A cara dela, que também é linda! E me ouve tocar como se nem estivesse ali, de tão envolta no silêncio – na atenção pra não fazer barulho! (outro tipo de declaração de amor: à música) Que nem quando amar é mais aceitar do que entender.
A casa dela é Beatriz. Até tem Chico na parede. Uma sacada onde a gente fica à noite conversando e fazendo de conta que a fumaça não entra. Tem uma bicicleta de paus de árvore, pequena, ou como ela diz ‘pique’. Ah, Pique também é uma outra pessoa, uma espécie de outra parte dela mesma, que vive fora, noutro corpo, noutro endereço.
Leva as noites como se o avanço das horas não fosse cansar no dia seguinte. Porque não pode, simplesmente não pode, deixar nada pra depois: seja um filme sobre o vermelho do céu que ela já viu, seja um banho pra dormir faceira do lado, seja um conselho de amiga pra gente pensar enquanto o sono não vem. E nada de fechar os olhos coloridos antes de mais um carinhozinho básico, o centésimo do dia.
Clara de ser clara. De tornar claro. De clarear, esclarecer. De luz. Muita luz de diversas cores. Luz do Dia de hoje, que começou aberto, ensolarado, e fechou agora há pouco. Ta chovendo. Que cor têm teus olhos agora, Fêeeeeê?
Neeeeeeecka Ayala, na tua casa. Tarde de Quinta, 20.11.08 (enquanto ligavas pra cá de novo)
Certeira, sempre! Me conheces como poucos, me descreves como ninguém.
ResponderExcluirAmiga, amada, que me fez sentir, bem, como nunca me senti na minha própria casa.