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6 de dez. de 2008

Desconhecida

Vi uma fotografia tua. Li teus poemas. Algo ali me chamou. Não sei dizer o quê. Chamou. E fui ficando, vasculhando as coisas que escreveste, que deixaste à mostra, para serem encontradas. E não sei quem és.
Estive gastando o tempo entre as imagens que tive a partir do que dizes. E elas me encantaram os olhos: as palavras e as imagens. Entrei como quem entra numa festa alheia sem ser convidada. Meio fora do meu lugar. Hesitando, não tendo certeza se queria estar ali. Meio com pressa, antes que me flagrasses ou me visses pela fresta. Mas conforme eu ia lendo, ia me vendo, iam me vindo constatações. Identificando coisas que senti, que se aproximavam das tuas e eu nunca te vi. Parecia que tu me conhecias. E eu não sei quem és. Esqueci da sensação primeira ou simplesmente me deixei estar lá. No teu espaço, nos teus domínios, nas tuas palavras que têm mais de mim agora, que eu mesma.

Necka Ayala – 06.12.2008

Um comentário:

Leio.