“A luz já foi lançada ao universo...” (L.N)
Mas é preciso que ela queira luzir. Por si mesma. A luz pode ser bela. Porém de que serve a luz ser bela se não iluminar, se não for ela?
Aos poetas interessa a beleza? Sim. Num primeiro momento. É o que lhes salta aos olhos. O que os chama, o que os atrai, o que os faz querer chegar mais perto para observar. A beleza encanta muito, envolve, imanta, mas passa! O tempo altera. O que fica é o que vai por dentro, o que tem a dizer, o que é nos gestos, nas atitudes, na verdade despida da face bela. A flor da formosura...finita! A imensidão interna, eterna.
Só tem algo a dizer quem vive de fato a sua própria vida, quem a protagoniza. Quem dá a cara a tapa, quem ostenta a verdade e a loucura boa, quem assume as rédeas, quem ousa ser um tanto mais livre e festeja as suas conquistas. Quem se permite brilhar sua própria luminescência? Não!: quem simplesmente não pode ser sem ela. E cada ser vivo recebeu seu facho, seu filamento. Não para servir de condutor à luz alheia, mas para incandescer a sua e coexistir em harmonia com as demais.
Só se sente falta daquilo que teve inferência sobre nós. Que somou, que propôs reflexão, que trouxe um elemento novo a ser considerado. De uma beleza fátua, não se sente falta, às vezes nem percebemos que ela já foi-se dali. Mas uma emoção intensa, uma sensação indescritível, não passa, não parte, não sai, pois é gravada por outros veios, nas almas que encontram almas e se reconhecem. E isso faz uma falta imensa!
Não me agrada o que tenho visto de falso à minha volta. Em coisas que eu, de todo coração, julguei melhores do que são. Não me seduzem tantas dúvidas e desconfianças, não me apaixonam essas imobilidades e pseudo-sutilezas inteligentes que, de inteligentes não têm nada. Não me tocam sinais dúbios, quando se pode ter palavras claras, sérias, verdadeiras que, simplesmente, não são ditas. Onde havia admiração, há desencanto. Lamentável. E só lastimo pelos segundos em que passo por ali e revejo.
Dia desses uma amiga foi obrigada a remover seu perfil do Orkut, por estar sendo atacada por um fake. Senti muito. Afinal, num espaço de onde se pode tirar tanta coisa boa, há sempre um (a) “doente” perdendo tempo e declarando sua doença aos quatro ventos, achando que nunca será descoberto.
No mesmo dia em que eu soube disso, achei sem querer uma dessas “pérolas” que traduzem nossas conclusões: “antes de desejarmos ardentemente uma coisa, devemos examinar qual a felicidade daquele que a possui” (Rochefoucald). Certeiro! Preciso!
Sinceramente espero que a luz lançada ao universo por um Anjo Bom que encontrei recentemente, alcance seu destinatário. E que, quando tocar a face, despida dessas máscaras, possa acionar um mecanismo qualquer de “volta à vida”. Vida mesmo, própria, vivida como protagonista, ativa, útil ao mundo e de volta ao universo. Já que o fim da formosura está no calendário, enquanto o conteúdo humano vai inscrito eternidade afora.
Necka Ayala – 17.12.2008 14h49 (Obrigada, LN, pelo que tu, certamente és!)
Mas é preciso que ela queira luzir. Por si mesma. A luz pode ser bela. Porém de que serve a luz ser bela se não iluminar, se não for ela?
Aos poetas interessa a beleza? Sim. Num primeiro momento. É o que lhes salta aos olhos. O que os chama, o que os atrai, o que os faz querer chegar mais perto para observar. A beleza encanta muito, envolve, imanta, mas passa! O tempo altera. O que fica é o que vai por dentro, o que tem a dizer, o que é nos gestos, nas atitudes, na verdade despida da face bela. A flor da formosura...finita! A imensidão interna, eterna.
Só tem algo a dizer quem vive de fato a sua própria vida, quem a protagoniza. Quem dá a cara a tapa, quem ostenta a verdade e a loucura boa, quem assume as rédeas, quem ousa ser um tanto mais livre e festeja as suas conquistas. Quem se permite brilhar sua própria luminescência? Não!: quem simplesmente não pode ser sem ela. E cada ser vivo recebeu seu facho, seu filamento. Não para servir de condutor à luz alheia, mas para incandescer a sua e coexistir em harmonia com as demais.
Só se sente falta daquilo que teve inferência sobre nós. Que somou, que propôs reflexão, que trouxe um elemento novo a ser considerado. De uma beleza fátua, não se sente falta, às vezes nem percebemos que ela já foi-se dali. Mas uma emoção intensa, uma sensação indescritível, não passa, não parte, não sai, pois é gravada por outros veios, nas almas que encontram almas e se reconhecem. E isso faz uma falta imensa!
Não me agrada o que tenho visto de falso à minha volta. Em coisas que eu, de todo coração, julguei melhores do que são. Não me seduzem tantas dúvidas e desconfianças, não me apaixonam essas imobilidades e pseudo-sutilezas inteligentes que, de inteligentes não têm nada. Não me tocam sinais dúbios, quando se pode ter palavras claras, sérias, verdadeiras que, simplesmente, não são ditas. Onde havia admiração, há desencanto. Lamentável. E só lastimo pelos segundos em que passo por ali e revejo.
Dia desses uma amiga foi obrigada a remover seu perfil do Orkut, por estar sendo atacada por um fake. Senti muito. Afinal, num espaço de onde se pode tirar tanta coisa boa, há sempre um (a) “doente” perdendo tempo e declarando sua doença aos quatro ventos, achando que nunca será descoberto.
No mesmo dia em que eu soube disso, achei sem querer uma dessas “pérolas” que traduzem nossas conclusões: “antes de desejarmos ardentemente uma coisa, devemos examinar qual a felicidade daquele que a possui” (Rochefoucald). Certeiro! Preciso!
Sinceramente espero que a luz lançada ao universo por um Anjo Bom que encontrei recentemente, alcance seu destinatário. E que, quando tocar a face, despida dessas máscaras, possa acionar um mecanismo qualquer de “volta à vida”. Vida mesmo, própria, vivida como protagonista, ativa, útil ao mundo e de volta ao universo. Já que o fim da formosura está no calendário, enquanto o conteúdo humano vai inscrito eternidade afora.
Necka Ayala – 17.12.2008 14h49 (Obrigada, LN, pelo que tu, certamente és!)
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