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4 de dez. de 2008

Um beck sem ti do meu lado...

Sem ti do meu lado, não há mãos. Há sons, mas não estão.
E elas se ocupam de tentar mover mais fácil,
o tempo, as cordas e os espaços.
Sem ti do meu lado não há luz. Há sóis, mas não clarão.
E eles se ocupam de queimar mais rápido,
o ar, as notas, o vácuo.
Sem ti do meu lado não há Lua. Há breu e ele perdura.
E ele se estende pelo chão do quarto,
à cama, ao corpo, ao fato, à rua escura.
Sem ti do meu lado, nem canção. Elas me vêm, mas não as faço.
E elas, despedindo-se de mim, silêncios vastos...vastos...vastos...
Necka Ayala. 04.12.2008.
Para o T/2

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