Ainda sigo tuas palavras – elas seguem me chamando, como canto de sereia, como imã, como corrente. Preciso delas. Gosto delas. As mantenho perto. Ainda digo com propriedade: poetas são necessários. E és. Tens sido desde lá atrás, num dia 03 que achaste. Não me despedi, não era preciso. Porque não tracei um rumo que possa dar como definitivo. Vivo, indo, ao sabor do vento, riscando novos trechos num céu indeciso. Aqui ele começa cedo, tendo pores-de-sol fora de hora. E finda o dia estrelado, com clarões também fora de hora. Ainda quero ver-te, saiba, ainda quero. Em frente a um mar ou a um fogo, não sei, não faço planos. Mas quero trocar palavras contigo, elegantes e poéticas, de coisas a contar, de acertos, de desenganos. Ainda lido com as tuas palavras, buscando decifrar teus signos. E tento trazer as minhas à tona, embora ande silenciando. Ainda não sei de nada. Nós, escrevinhantes, não sabemos. Mas juro: de vez em quando, aparece um tom avermelhado no meio de outras cores, colos, lábios, recordações.
Necka Ayala, 11.02.09
Necka Ayala, 11.02.09
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