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13 de fev. de 2009

Neura

De dia é vago.
De noite meu sono e pó.
Está tudo tão quieto,
Tudo só.
Eu sonho, eu vejo
A porta abrir
Que nada, não é nada,
Não há nada ali...
A minha vontade é te seguir.
Me mostra...

Neura, 1986.

Sinto tua falta. E ela vem me assaltando as horas longas. Feito noites quentes demais, e estão, quando o sono não chega forte o bastante. Quando acordar é mais descanso que seguir ali, insone. Ontem o dia foi triste. Perdi amigos. Quis estar em casa, longe daqui, para poder comungar a despedida com outros amigos que ficaram. Manjo e eu perdemos um amigo – ela na Pinheira, eu em Brasília. Choramos juntas ao telefone, ambas longe de Porto, de casa, daquela casa lá na 24. Ontem o dia foi salgado. Tentei ter fé sim, mas para que fé na hora da morte? Deus basta. Saber que ELE está perto, muito perto, vindo buscar pela mão seus escolhidos. Eu, que sempre tive a morte como uma sombra destra andando ao lado, não me atenho ao corte, mas à urgência pela vida. Não a temo. Nem a evito. Ela é quase uma visita por chegar, bem-vinda, um dia. Ela me atrai de alguma forma. Porque se parece, às vezes, nas horas de mais dor, com uma desistência sã, um “chega de brincar disso”. Mas ao teu lado, a vida é tão mais precisa, mais exata, mais perfeita do que jamais suspeitara...! Por isso ter vindo foi um passo certo, eu sei – como havia escrito (e a linda Juliana copiado no perfil dela), me apaixonei pela felicidade e não quero mais viver sem ela. Volta logo. Começo a ter pressa de novo...

Necka. 13.02.09

2 comentários:

  1. Também tenho pressa meu amor, muita. Mas agora falta menos, ainda que o menos ainda seja muito.
    Te amo, saudade insuportável de ti.

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  2. Esta música será para sempre única.

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Leio.