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19 de fev. de 2009

Ensaio Sobre a Tua Cegueira

O que têm teus olhos, que não enxergam, o que o mundo vê e não entendes? O que falta compreenderes de ti do que te mostram, o que sobra de dúvida em tua mente? O que tens não reside nos meus olhos: és o que és e isso terá de bastar-te. Porque tuas mãos não foram feitas para serem minhas, nem teu cheiro para ser sorvido todo pelo ar que respiro. Se assim fosse, teria Deus te feito para aprisionar-te a mim, mortal e falha? Teria a natureza te dado essa beleza para confinar-te eternamente a meu lado? Não, não foi para tão pouco que tudo em ti foi dado. Observa melhor e entenderás o teu legado, que trata de distribuir a sedução e a fala, a elegância e o riso, aprendizado e o estilo. E toda distribuição é palavra humanitária, que consiste em muitos olhos, muitos outros, muito mais.

Necka Ayala – para Manjo.

Um comentário:

  1. Ai!!!!! Como é lindo isso, minha pessoa tão querida. Sim, reside em mim uma cegueira que, às vezes, nem eu sou capaz de perceber. Coisa feia isso, não? Obrigada, por tanto dizer.Manjo.

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