não acredite na suavidade dos poetas
cujos versos,por simples,
são um cavalo em pêlo, no cerrado.
(fuja do poeta
como se foge da doença que se estampa longe.
seu fígado é visgo:
nada lhe corrói as entranhas.)
os aços mais duros
não conseguiram lhe desmontar as peças.
seu olhar, sempre sobre,
há que ser medido em trovões.
um poeta qualquer, por mais frágil,
faz terremotos parecerem grilos.
(Romério Rômulo)
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