Um dia ouvi essas palavras de alguém que ainda me faz falta e cuja imagem volta, recorrente à minha cabeça, com saudades boas, como se tem às vezes: “distribui o bem”. Saíram da voz da Leila, uma grande amada, uma pessoa que pratica o que diz. E passei a tentar adotar a isso, como regra de vida, uma delas, depois de ter adotado há mais tempo, a tentativa árdua de sempre dizer a verdade.
Não é tão simples quanto parece, distribuir o bem. Coisas acontecem e a gente não tem toda essa abstração. Nem sempre podemos distribuir o bem, quando nos distribuem tristezas e chateações.
Tenho pensado nisso, hoje especialmente. Em quem distribua chateação, ainda que não pretenda fazer isso. Como disse a Gica, meses atrás, “és refém da minha desordem”. Pois é...às vezes acontece da gente fazer reféns dos nossos entraves, das nossas más manias, das nossas limitações. Às vezes acontece da gente deixar lágrimas, expectativas, esperas, frustrações nos outros, ainda que não veja que o fez. Acontece que fez. E isso gera uma larga cadeia de sensações ruins, de emoções desnecessárias. E é tão fácil fazer isso nos outros!
Penso no quanto eu faça isso. No quanto peça a Deus por bênçãos, sem saber que distribuí chateação em outros. No quanto eu espere graças, sem ver que dei aos outros, tristezas. Hoje essa indagação me pegou. E tento enxergar quanto eu faça de bom, quanto faça de mal. Para que possa, em tempo, voltar atrás, pedir perdão a quem feri, ainda que não tenha pretendido. É simples ver onde as pessoas magoaram a gente. Nem tão claro assim, ver onde magoamos aos outros. Então, hoje peço a Deus outra coisa: nitidez. E que Ele, se puder, também me ensine a pedir perdão, o mesmo que supostamente concedo quando me pedem, com a mesma verdade.
Somos todos falhos, isso é fato. Não podemos evitar as escolhas e suas conseqüências. Mas podemos ter a dignidade de tentar de coração aberto, enxergar onde deixamos rastros de lágrima, onde deixamos vontade de riso.
Necka Ayala. 22.04.09
Não é tão simples quanto parece, distribuir o bem. Coisas acontecem e a gente não tem toda essa abstração. Nem sempre podemos distribuir o bem, quando nos distribuem tristezas e chateações.
Tenho pensado nisso, hoje especialmente. Em quem distribua chateação, ainda que não pretenda fazer isso. Como disse a Gica, meses atrás, “és refém da minha desordem”. Pois é...às vezes acontece da gente fazer reféns dos nossos entraves, das nossas más manias, das nossas limitações. Às vezes acontece da gente deixar lágrimas, expectativas, esperas, frustrações nos outros, ainda que não veja que o fez. Acontece que fez. E isso gera uma larga cadeia de sensações ruins, de emoções desnecessárias. E é tão fácil fazer isso nos outros!
Penso no quanto eu faça isso. No quanto peça a Deus por bênçãos, sem saber que distribuí chateação em outros. No quanto eu espere graças, sem ver que dei aos outros, tristezas. Hoje essa indagação me pegou. E tento enxergar quanto eu faça de bom, quanto faça de mal. Para que possa, em tempo, voltar atrás, pedir perdão a quem feri, ainda que não tenha pretendido. É simples ver onde as pessoas magoaram a gente. Nem tão claro assim, ver onde magoamos aos outros. Então, hoje peço a Deus outra coisa: nitidez. E que Ele, se puder, também me ensine a pedir perdão, o mesmo que supostamente concedo quando me pedem, com a mesma verdade.
Somos todos falhos, isso é fato. Não podemos evitar as escolhas e suas conseqüências. Mas podemos ter a dignidade de tentar de coração aberto, enxergar onde deixamos rastros de lágrima, onde deixamos vontade de riso.
Necka Ayala. 22.04.09
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