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14 de jul. de 2009

UMA

Entre todas as vozes, só ouvi um sim. Entre todos os chamados que fez meu coração inquieto, entre todos os caminhos que meus passos deram, entre todos os desvios que meu destino quis, só ouvi um sim. Uma resposta dada, um convite aceito, uma porta aberta, só houve um sim. Minhas mãos jogaram ao vento centenas de sementes, quiseram cultivar mais de corações, de gentes, julgaram poder mais do que de fato eram e só obtiveram, ao fim de tudo, um sim. Entre todas as palavras, entre todos os sentidos, entre todas as mensagens, cartas, fotos, paisagens, entre todas as intenções veladas, gestos segredados, noites solitárias à deriva, só escutei um sim. Meus olhos buscaram despejar lampejos, minhas canções tentaram alvejar, arqueiras, mil peitos alheios, minhas mãos ofereceram a força que tinham para segurar a outras e só acharam um sim. Entre todas as vozes que vinham de todos os lados, meu lado sozinho, meus dedos sozinhos, dedilhando cordas, entoando cantos minha voz solteira, entre as noites vazias e as cenas que passavam sorrateiras, entre todo aquele silêncio de tudo que não chegava a tempo, entre todas as cruzes, só ouvi um sim.

Necka. 14.07.09

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