“Dá-me o Vento, um vento!”.
Como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um? Como mostrar a quem já recebeu do sol somente a sombra, que havia mais, que o sol talvez quisesse apenas falar de luz, de raios, da quentura da vida quando a vida tem alguma? Como dizer aos olhos escassos que chegam, buscam abrigo, identidade, espelho para o que sentem, que talvez ali, não encontrem àquilo, mas a outro reflexo, de outros olhos não seus? Palavras são plurais, levam consigo mais de uma direção, mais de um conceito. Não podem ser presas nem estar atadas; palavras são mais do que nossos ouvidos conseguem ouvir, do que nossos olhos conseguem ver, do que nossos corações conseguem sentir. Vento – é preciso arejar nosso entendimento. Ver poema como poema, e poeta como ser humano apenas, que sente sim, mas sente de todas as formas possíveis porque sentir nunca lhe contenta; nem sempre eu entendo um poema que leio. Às vezes o recebo de modo enviesado, torto, quando ele talvez tenha sido parido perfeito, reto, preciso. Nem sempre o alvo do que escrevo é um outro ser humano; às vezes, não se trata de nada nem de alguém em específico, mas de cenas, situações, recortes. Quisera que o que crio, fosse visto apenas como é: criação pura. Que não fosse levada em tanta consideração, a voz que canta a canção, mas ela sim, a canção! Que não fosse tão visível a mão que dedilha, mas o som do instrumento! Que não fosse visto o Artista, mas a Arte! Mas como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um, se quem vem, já o faz buscando álibi, confidente, parceria, cúmplice? Quem vem, vem com a fome feita esperando alimento. Nem sempre encontra – há vezes em que só acha outros iguais com ainda mais fome e indagações. Vento, ele é necessário a tudo e a todos. Respiremos. Pois sempre este, pode ser o último suspiro exausto que desiste.
NA. 30.10.2009 – em Retiro por Um Tempo. Até Mais!
Como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um? Como mostrar a quem já recebeu do sol somente a sombra, que havia mais, que o sol talvez quisesse apenas falar de luz, de raios, da quentura da vida quando a vida tem alguma? Como dizer aos olhos escassos que chegam, buscam abrigo, identidade, espelho para o que sentem, que talvez ali, não encontrem àquilo, mas a outro reflexo, de outros olhos não seus? Palavras são plurais, levam consigo mais de uma direção, mais de um conceito. Não podem ser presas nem estar atadas; palavras são mais do que nossos ouvidos conseguem ouvir, do que nossos olhos conseguem ver, do que nossos corações conseguem sentir. Vento – é preciso arejar nosso entendimento. Ver poema como poema, e poeta como ser humano apenas, que sente sim, mas sente de todas as formas possíveis porque sentir nunca lhe contenta; nem sempre eu entendo um poema que leio. Às vezes o recebo de modo enviesado, torto, quando ele talvez tenha sido parido perfeito, reto, preciso. Nem sempre o alvo do que escrevo é um outro ser humano; às vezes, não se trata de nada nem de alguém em específico, mas de cenas, situações, recortes. Quisera que o que crio, fosse visto apenas como é: criação pura. Que não fosse levada em tanta consideração, a voz que canta a canção, mas ela sim, a canção! Que não fosse tão visível a mão que dedilha, mas o som do instrumento! Que não fosse visto o Artista, mas a Arte! Mas como contar apenas com o entendimento que vai dentro de cada um, se quem vem, já o faz buscando álibi, confidente, parceria, cúmplice? Quem vem, vem com a fome feita esperando alimento. Nem sempre encontra – há vezes em que só acha outros iguais com ainda mais fome e indagações. Vento, ele é necessário a tudo e a todos. Respiremos. Pois sempre este, pode ser o último suspiro exausto que desiste.
NA. 30.10.2009 – em Retiro por Um Tempo. Até Mais!
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