“Alguns, gostam demais dos outros,
para não terem de gostar mais de si mesmos ou
por não amarem o bastante a imagem real de seus espelhos.”
-SMPA-InSurto
E se eu abrisse as minhas portas? Se deixasse soltas as amarras como vão soltos os fios do teu cabelo? E se eu deixasse online a foto sobre a tela e ela chamasse com aquela interjeição de novo? E se meu povo viesse ao meu encontro, me devolvendo ao Tolo da Montanha? Que outra façanha eu faria só por tanto, se tanta coisa voltasse a ser com era? E se voltassem aos meus olhos Sol e Lua, Tempestade ou o Fogo Sobre a Terra? Se pairasse outra vez um Anjo Branco no recorte de céu dessa janela? Se tivesses de abrir às transeuntes, uns atalhos quaisquer, umas ruelas....se cortasses as horas em fatias e as desses às bocas irriquietas, sem que a tua, voraz e já tardia, fosse ao menos lembrada ali, por elas? Se eu me reorientasse por neblinas, e visse solidez nas nuvens brancas? Se eu voltasse a viver de enfrentamentos com o que sinto, o que penso, quero ou faço? Se eu deixasse que fosse o meu destino, o que predestinavas no passado, quando tanto querias que eu fosse aquela louca insana e eu não bastava!? Se eu entrasse de vez e não pudesses reverter o vão, a escadaria, como então me responde, se seria, tua sina estar lá e não ter nada? Como seria se cordas e canetas me ocupassem as mãos em vez das tuas? Me dá a tua nua e vã verdade, e responde-me enfim, como serias?
Necka Ayala. 13.01.2010.
para não terem de gostar mais de si mesmos ou
por não amarem o bastante a imagem real de seus espelhos.”
-SMPA-InSurto
E se eu abrisse as minhas portas? Se deixasse soltas as amarras como vão soltos os fios do teu cabelo? E se eu deixasse online a foto sobre a tela e ela chamasse com aquela interjeição de novo? E se meu povo viesse ao meu encontro, me devolvendo ao Tolo da Montanha? Que outra façanha eu faria só por tanto, se tanta coisa voltasse a ser com era? E se voltassem aos meus olhos Sol e Lua, Tempestade ou o Fogo Sobre a Terra? Se pairasse outra vez um Anjo Branco no recorte de céu dessa janela? Se tivesses de abrir às transeuntes, uns atalhos quaisquer, umas ruelas....se cortasses as horas em fatias e as desses às bocas irriquietas, sem que a tua, voraz e já tardia, fosse ao menos lembrada ali, por elas? Se eu me reorientasse por neblinas, e visse solidez nas nuvens brancas? Se eu voltasse a viver de enfrentamentos com o que sinto, o que penso, quero ou faço? Se eu deixasse que fosse o meu destino, o que predestinavas no passado, quando tanto querias que eu fosse aquela louca insana e eu não bastava!? Se eu entrasse de vez e não pudesses reverter o vão, a escadaria, como então me responde, se seria, tua sina estar lá e não ter nada? Como seria se cordas e canetas me ocupassem as mãos em vez das tuas? Me dá a tua nua e vã verdade, e responde-me enfim, como serias?
Necka Ayala. 13.01.2010.
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Leio.