“...você vai achar que foi para você, já você vai jurar que não, que é para você, e você? Vai ficar acreditando que é por você!? Mas o que você sabe sobre o que há dentro de mim hoje, agora, neste momento em que o sol queima o ar desta cidade que me acolhe? O que?”
Você fez escolhas. Havia mais de um caminho e você escolheu um, onde eu não estava. Você escolheu as palavras para defender o que queria e o que escolhia e eu não estava entre as suas palavras favoritas. De repente me vi só e eu havia abandonado as coisas que eram minhas para seguir minha escolha que, ali, era você. Meu caminho era, minhas palavras favoritas eram. Me vi só e calada, porque não restava palavra que descrevesse tamanho vazio. Então vieram abrir-se à minha frente minhas escolhas. E eu fiz uma. Andei, percorri, ousei, varei noites tentando achar luz fio fino da lua sobre a varanda. Mas a luz estava dentro de casa, no reflexo de outra luz que nunca se apaga e volta, volta firme na manhã seguinte, no meio da tarde nas surpresas, no início das noites e bem antes de eu fechar meus olhos cansados. Eu fiz uma escolha e refaço toda vez que posso, porque esta responde ao que nem cheguei ainda a perguntar. Esta traz nas mãos as delicadezas e as certezas, muito antes de tê-las para dar. E é ali que tenho me encontrado em par, em cumplicidade, em comunhão. Eu estava lá quando você saiu. Não fui eu quem saiu. Eu fiquei, fiquei tempo demais. Quando saí, não foi a uma outra pessoa que encontrei, mas a mim. A mim exausta, a mim perdida, a mim descrente e feita de escombros. Me refiz quando fiz uma escolha e foi peça por peça, pedaço por pedaço o que tive de repor. Você vai achar que é por você, e outro você vai jurar que não...mas o que você sabe sobre mim hoje, a não ser essa dúvida eterna guardada dentro da sua cabeça? Você escolheu carregar uma dúvida para todo sempre. Eu escolhi um sim.
13.09.2010
Você fez escolhas. Havia mais de um caminho e você escolheu um, onde eu não estava. Você escolheu as palavras para defender o que queria e o que escolhia e eu não estava entre as suas palavras favoritas. De repente me vi só e eu havia abandonado as coisas que eram minhas para seguir minha escolha que, ali, era você. Meu caminho era, minhas palavras favoritas eram. Me vi só e calada, porque não restava palavra que descrevesse tamanho vazio. Então vieram abrir-se à minha frente minhas escolhas. E eu fiz uma. Andei, percorri, ousei, varei noites tentando achar luz fio fino da lua sobre a varanda. Mas a luz estava dentro de casa, no reflexo de outra luz que nunca se apaga e volta, volta firme na manhã seguinte, no meio da tarde nas surpresas, no início das noites e bem antes de eu fechar meus olhos cansados. Eu fiz uma escolha e refaço toda vez que posso, porque esta responde ao que nem cheguei ainda a perguntar. Esta traz nas mãos as delicadezas e as certezas, muito antes de tê-las para dar. E é ali que tenho me encontrado em par, em cumplicidade, em comunhão. Eu estava lá quando você saiu. Não fui eu quem saiu. Eu fiquei, fiquei tempo demais. Quando saí, não foi a uma outra pessoa que encontrei, mas a mim. A mim exausta, a mim perdida, a mim descrente e feita de escombros. Me refiz quando fiz uma escolha e foi peça por peça, pedaço por pedaço o que tive de repor. Você vai achar que é por você, e outro você vai jurar que não...mas o que você sabe sobre mim hoje, a não ser essa dúvida eterna guardada dentro da sua cabeça? Você escolheu carregar uma dúvida para todo sempre. Eu escolhi um sim.
13.09.2010
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