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5 de nov. de 2010

05.11

Primeiro Dia de Férias.

Agora sim, as ruas são possíveis de percorrer sem pressa, sem hora marcada. As portas são abertas e as coisas daqui podem ser, finalmente, descobertas. Eu precisava disso. Desse retorno ao que me encontra comigo, das muitas e muitas artes que dormem cedo comigo. Precisava achar a mim nessa cidade imensa da qual só sei uma parte ainda. Precisava não ir, não estar presa naquelas paredes reais em demasia. Esperei tempo demais por este dia, em que não há absolutamente nada para fazer e há tudo que quero fazer. Há uma máquina nova com a qual registrar o que vejo e uma guitarra nova para criar o que sinto. Há a solidão da casa por uns dias e nenhuma pressa para resolver coisa alguma que não esteja dentro, esperando a hora de vir à tona. Vou, à deriva nessa nova viagem. E que venha o que tiver de vir: a porta do lado de dentro se abre agora – deixo-me entrar.

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Leio.