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18 de mai. de 2011

Troca

Nas tuas palavras na manhã de hoje, minhas lágrimas. Ainda tens a capacidade de me tocar de forma nunca antes experimentada. E é isso, justamente isso, que me intriga tanto quanto me encanta: o ponto de encontro. Quando eu, do meu jeito, consigo andar rente ao chão onde habitas; quando tu, acostumada à realidade objetiva que quase tudo tem, consegues alçar vôo e ser tão bela poetisa. Te aproprias das palavras, como me apropriei, um dia, das asas do avião. Mas voar, ainda que eu fotografe e sempre me emocione pela beleza que há lá em cima, talvez não cause em ti o mesmo impacto que me causam tuas frases mais que perfeitas. Precisas da minha arte? Preciso da tua. Porque vi fealdade demais no mundo, ainda vejo, todos os dias das 8h às 16h. Porque ouvi palavras duras demais por tempo demais, preciso da arte mais do que de qualquer outra coisa. Preciso da beleza que me ofereces simplesmente sendo, estando aqui. Preciso dos arroubos de alegria, dos saltos...para que outras cenas se apaguem uma a uma das piores recordações. Preciso sim, de todas as fotografias de todos os céus lindos que puder ver ao teu lado e de todas as trilhas e praias, estradas e serras nubladas. Como preciso das notas e acordes, vozes e canções que me façam acreditar que tudo pode ser bom sim! A realidade, amada, eu tenho a cada dia de trabalho. Mas quando ofereces justamente o que não te é comum, é que me reconheço e reconheço teu amor nisso. Nas tuas palavras, minhas lágrimas. E a certeza de que, tanto quanto for o tempo, será teu e serei tua.

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Leio.