Pesquisar este blog

27 de jun. de 2011

New Life...

Era uma vez um emprego seguro...eu quis, logo, saí. A opção se deu no tempo certo das coisas. Uma virginiana que se preze, sabe medir escolhas, claro. Agora a vida é outra: eventos, viagens, gente que, ao mesmo tempo em que se conhece, fica para trás. Aprendo, com isso, a lidar com o temporário. Dureza, para quem viveu de eternidades. A primeira parada foi em Fortaleza, no Ceará, terra de uma lindeza e tanto! Por um lado, de extremas cores e vastidões. Por outro, de abandonos e descasos. A praia é estupidamente linda – e perigosa. Pessoas vindo avisar: não ande com sua máquina, cuidado com os assaltos! Mas como aproveitar, curtir, sondar, ver, provar, tendo de medir cada passo, olhar em volta e tentar adivinhar quem é quem? Cheguei a levar uma bronca de um expositor da Feirinha, por ter dado ouvidos a outro senhor que nos abordara com santinhos e pulseiras, querendo contribuição para a igreja...como eu iria supor que era uma roubada? Fortaleza oferece e tira. Lamento, muito!

No evento, o terceiro da mesma clientela, o mesmo contraponto: pessoas abastadas, informadas e supostamente de um nível superior, se debatendo, se atropelando e fazendo filas (nada educadas), atrás de brindes, latinhas, guloseimas, lanches, sacolas cheias de papéis, enquanto, à margem de tudo, pessoas simples beiravam. Beiravam a tudo sem pedir nada. Eu adoro as pessoas simples. Adoro fitar seus olhos curiosos, apaixonados pelas cenas que nunca viram...ali, pude assistir a dois amados, Fábio e Rogério, ambos nossos carregadores, enquanto eles, de olhos atentos, se maravilhavam com os “touchs” num iPad. Eu, recém inserida no contexto das maçãs brancas da apple, às quais me morderam sem dó nem piedade, senti uma plena compaixão por eles. Pareciam não entender como era possível tanta coisa acontecer ao toque dos dedos. Lindos, os dois, foram nossos grandes parceiros lá, naquela imensidão quente.

Ultimamente, mais do que nunca fora, virei uma pessoa de contemplação. Desta vez não vi os céus das janelas dos aviões, porque queria ir e vir logo. Mas fitei um outro Brasil que não conhecia. E...pronto!

Segue a vida noutra nova direção, sempre mais além, alimentando os desejos e deixando os medos todos morrerem de fome! Pois, de que me servem palavras se não para honrar tê-las descoberto e alinhado?

Necka Ayala, de volta a Sampa e a mim. 27 de Junho.

Um comentário:

  1. Que sejas muito feliz nessa nova vida, que as maravilhas do Brasil te encantem cada vez mais e te proporcionem cada vez mais encontros com os outros e contigo mesma, meu amor lindo... Te amo... Beijo

    ResponderExcluir

Leio.