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14 de jul. de 2011

Mais do que num gesto de cumplicidade, num ato de quase estender a mão a quem quer ir, apenas ir, ela pegou o carro e me levou, pontual e sempre com o sorriso mais largo do mundo, no ponto exato onde o sol se põe. Eu queria fotografar. Mesmo com o tempo nublado, com o céu tomado de partículas e o ar mais doente que tudo. Paramos numa ruela no meio da vila, porque ali estava ele, redondo e vermelho se retirando. Uma turma de crianças brincava – nenhuma com mais de 7 anos. Quando viram o carro e eu descendo com a máquina na mão, meio tensa, meio prevendo problema, vieram correndo. Perguntaram o que estávamos fazendo. Respondemos que fotografávamos o sol e mostramos como estava lindo. Uma menina de uns 5 anos então, sem hesitar perguntou: cês tão fumando?

Mostramos algumas fotos do sol que passou por elas sem mostrar sentido e viemos para o conforto da nossa casa, de onde também se vê a lua, mas não se vê mais inocência, quase nenhuma.

Necka. 14 de Julho de 2011.

Um comentário:

Leio.