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14 de jul. de 2011

Passa-se muito, muito tempo. E elas não esquecem como fazer para alinharem-se entre meus dedos, como se fizessem parte deles, num emaranhado impossível de acompanhar com olhos, com entendimentos, com conceitos, regras, partituras. Elas não esquecem que caminhos demarcaram na pele dos meus dedos. Meus dedos não perdem mais tempo e se deixam ir com elas para onde quer que vão. Hoje os sons tomaram conta do espaço, os mudos e os gritados, os distorcidos e os puros. Minha voz não quis fazer parte nem atrapalhar o namoro feliz das cordas e das mãos.

Um comentário:

  1. Tempo nenhum mudará o belo entendimento entre tuas mãos e as cordas. A forma como o instrumento se encaixa ao teu corpo, como se tivesse sido desenhado ali, como se fossem as tuas curvas o molde para aquele que fará contigo os mais belos sons. A despeito do tamanho das tuas mãos, as cordas se entregam e se permitem apenas ir, levadas por aquela que diz não saber nada de música e traz a nós os mais belos sons. Que Deus siga abençoando também este dom, meu amor.
    Te amo.

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Leio.