Os presentes que eu te daria, não estão ali, ao meu alcance. Te daria, primeiro, tempo. Aquele que mais queres, que te faria descansar em paz sobre o aconchego do travesseiro branco, onde deitas teus fios. Não terias mais o medo. Isso te faria feliz, eu sei. E te daria ouvidos tais como os que tenho, para poderes ouvir o que ouço, como ouço, na intensidade que isso é. Poderias sentir na pele as notas tocando de leve, trazendo sensações indescritíveis. E isso me faria feliz. Te daria uma gota de sangue do meu sangue, um tanto da loucura de artista que ainda insistes em dizer que sou. Sou tua. Porque desço do terraço, permito vôos que não queria, absorvo as coisas que te são caras e vitais. Te daria tempo e uma porta para dentro de mim – eles te fariam mais minha, mais próxima, mais in-terna e eternamente ...
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4 de ago. de 2011
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Leio.