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4 de ago. de 2011

Saberás, quando tua voz, na vontade máxima de um grito, gritar mais pelo nome de outro que pelo teu próprio nome. Quando uma outra mão te for mais necessária do que a tua própria mão. Quando outra vida, alheia à tua, for mais valiosa do que a que pariste em ti, depois de tudo. Saberás, quando não houver mais tantos porquês para caçares em vão noite adentro, mas um só que te atormente. E tu serás a resposta. Saberás quando tua boca não fizer sentido quando sozinha. Quando quiseres que algum vulto volte a te assombrar a casa. Saberás, quando um cheiro de pele for mais caro que um perfume; terás certeza, quando tuas portas só quiserem uma passagem e for aquela que deixaste ir. Quando arrepender-se quase significar outra vida, reencarnada. Quando duvidares de tudo que apregoavas e reescrevias no teu dicionário. Saberás quando razão alguma te fizer companhia. Elas não fazem. Saberás quando a tua vida pulsar mais forte diante da aparição de outra vida. Quando o tempo só importar de verdade se puder ser movido de volta ao começo. Saberás, quando a palavra em si for menor do que tu a sentes. E quando nada mais importar do que a soltura do outro, seus caminhos e engrenagens, suas horas longe e seus retornos, além da vontade que for tua de estar em comunhão com ele...ali sim, saberás o que é amor.

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Leio.