Saberás, quando tua voz, na vontade máxima de um grito, gritar mais pelo nome de outro que pelo teu próprio nome. Quando uma outra mão te for mais necessária do que a tua própria mão. Quando outra vida, alheia à tua, for mais valiosa do que a que pariste em ti, depois de tudo. Saberás, quando não houver mais tantos porquês para caçares em vão noite adentro, mas um só que te atormente. E tu serás a resposta. Saberás quando tua boca não fizer sentido quando sozinha. Quando quiseres que algum vulto volte a te assombrar a casa. Saberás, quando um cheiro de pele for mais caro que um perfume; terás certeza, quando tuas portas só quiserem uma passagem e for aquela que deixaste ir. Quando arrepender-se quase significar outra vida, reencarnada. Quando duvidares de tudo que apregoavas e reescrevias no teu dicionário. Saberás quando razão alguma te fizer companhia. Elas não fazem. Saberás quando a tua vida pulsar mais forte diante da aparição de outra vida. Quando o tempo só importar de verdade se puder ser movido de volta ao começo. Saberás, quando a palavra em si for menor do que tu a sentes. E quando nada mais importar do que a soltura do outro, seus caminhos e engrenagens, suas horas longe e seus retornos, além da vontade que for tua de estar em comunhão com ele...ali sim, saberás o que é amor.
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4 de ago. de 2011
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Leio.