Pensando em ir...sem pensar em nada, pensando em tudo ao mesmo tempo, em coisa alguma e em todas as coisas, andar a esmo, sem direção ou ritmo, sem paradeiro ou data, sem temer abismos, evitar tropeços, sem evitar a nada; pensando em ir adiante, além desse pedaço, passando desse instante, vazio - oco, inerte, quase morto. Pensando em ir apenas, como se ir fosse bastar à vida que nunca se basta nem se farta nem se furta de furtar tudo que se persegue. Pensando em parar por aqui, em deixar que esse ponto do caminho seja, esteja acontencendo. Pensando em cair no tempo naquilo que o tempo é, uma abstração eterna de coisas que jamais se sabe. Pensando em não ter mais termos, palavras, acertos e erros, em não concluir mais nada, em não carregar verdades e seus respectivos pesos. Meus ombros cansaram do tanto que levaram, do muito que trouxeram e que não vingam, não vingam, simplesmente não vingam.
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Leio.