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22 de out. de 2008

Há noites em que nenhum cigarro satisfaz,
Nenhuma lágrima enxarca,
Nenhuma canção justifica,
Nenhum abraço conforta.
Há noites de apenas perguntas,
Silêncios, vazios.
Noites solteiras.
Há horas demais de procuras,
Horas de bater cabeça,
De virar e revirar na cama,
Horas de toda incerteza.
Há sempre algum tempo assim,
Uma fase, um período,
Ponto-morto.
Neutro. Imóvel. Insone.
É quando o que quero pra mim
Se resume em desistência.
Em jogar a toalha, entregar os pontos.
E é justamente quando o faço,
Que alguma coisa chega,
Chama à tona, mostra esperança.
Pra que?
Meu Deus, pra quê?

“Esse sol por que tinha de tanto brilhar,
anunciar no meu peito a manhã
pra depois sumir...”
Nenhum Verão
(Ângela Ro Ro)

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