Nandinha Amada
Assisti ao vídeo que me mandaste. Realmente, forte e profundo. Queria comentar contigo. E, talvez, depois, vás te sentir também com a cuca fundida por mim, como outros têm se sentido. Não liga, apenas assiste ao que penso, sem precisares ser cúmplice de nada.
O que vi foi uma Senhora de Coração Gigantesco. Cujo amor supera e atravessa todas as dificuldades, na intenção de ser exercido em sua plenitude. Ali, carregar o neto escada abaixo, empurrar sua cadeira rua afora, levantar seus corpo até dentro do coletivo, cada etapa, cada passo, é o próprio exercício do amor. Ela o prova em gestos, e o estende, deixando-o maior a cada novo dia. É o Amor-São, novamente, se auto-concedendo e, para completar a beleza de tudo, rindo, esperançoso de que aquele quadro pode mudar pela vontade de Deus. Ainda que vivendo aquela brutal rotina, ela consegue pedir a presença de um Anjo que cuide de seu neto, e se declara tendo um amor imenso dentro de si, capaz de tudo. É lindo ver o brilho nos olhos daquela Senhora. E cada lágrima dela, com o sorriso por baixo, servindo de fundo.
Quando vemos coisas assim, realmente medimos nossos “problemas” e eles parecem murchar. Mas há uma diferença aqui que é o que vim te dizer:
Descer as escadas carregando o neto é feito com amor. Dado com amor. O que sustenta seus braços ali é a força do amor. Ali, o amor é permitido! Existe. Há. Habita ambos os corações. O que a faz empurrar a cadeira pela rua, com o pé direito torto, é o amor que habita em ambos os corações. A força ali é o sentimento. Um sentimento que, quando existe, quando é livre para ser exercido, sustenta a tudo e ainda alegra-nos em pleno sacrifício! Ela faz tanto, porque pode fazer: sente amor para que seja feito. Penso que os mais graves e sérios problemas da vida, possam e sejam de fato enfrentados, quando um sentimento existe. Dele vem cada fibra sendo tecida: fibra interior. Quando se ama, se faz aquilo e muito mais. E mesmo os maiores obstáculos podem ser superados.
Porém, quando não há amor, até uma vida sem problemas, pesa. Dói. Entristece. Abate, prostra. Sei que me mandaste o vídeo com a intenção de que aquilo que hoje esteja doendo em mim, parecesse menor. E pareceu. Mas são coisas diferentes. Não é um problema que me abate. É justamente o Amor. Quando ele falta a vida murcha. Se ele some, a fibra se parte. Quanto ele cala, o canto emudece. E quando, ainda mais, ainda mais sério, quando temos de soltar o amor que tínhamos nas mãos, em nome justamente dele, é como se o Sol se tornasse um ponto, cada vez que olhamos, menor, ficando longe...quase nada, sumindo na imensidão do nada. Um pontinho cinza no centro de todo preto.
Uma atitude de deixar o amor ir, pode pesar tanto, Nandinha, ou mais, do que pese um corpo sobre nossos braços. Porque eles, os braços daquela Avó, têm sangue pulsante correndo feito fibras em suas veias. Fortalecidos pelo amor. Deixar o amor que queríamos tanto ir embora, é não ter por que ter braços. É virar somente Alma, é “entregar o barco e ficar somente com o mar”.
Beijo, Neneca.
Assisti ao vídeo que me mandaste. Realmente, forte e profundo. Queria comentar contigo. E, talvez, depois, vás te sentir também com a cuca fundida por mim, como outros têm se sentido. Não liga, apenas assiste ao que penso, sem precisares ser cúmplice de nada.
O que vi foi uma Senhora de Coração Gigantesco. Cujo amor supera e atravessa todas as dificuldades, na intenção de ser exercido em sua plenitude. Ali, carregar o neto escada abaixo, empurrar sua cadeira rua afora, levantar seus corpo até dentro do coletivo, cada etapa, cada passo, é o próprio exercício do amor. Ela o prova em gestos, e o estende, deixando-o maior a cada novo dia. É o Amor-São, novamente, se auto-concedendo e, para completar a beleza de tudo, rindo, esperançoso de que aquele quadro pode mudar pela vontade de Deus. Ainda que vivendo aquela brutal rotina, ela consegue pedir a presença de um Anjo que cuide de seu neto, e se declara tendo um amor imenso dentro de si, capaz de tudo. É lindo ver o brilho nos olhos daquela Senhora. E cada lágrima dela, com o sorriso por baixo, servindo de fundo.
Quando vemos coisas assim, realmente medimos nossos “problemas” e eles parecem murchar. Mas há uma diferença aqui que é o que vim te dizer:
Descer as escadas carregando o neto é feito com amor. Dado com amor. O que sustenta seus braços ali é a força do amor. Ali, o amor é permitido! Existe. Há. Habita ambos os corações. O que a faz empurrar a cadeira pela rua, com o pé direito torto, é o amor que habita em ambos os corações. A força ali é o sentimento. Um sentimento que, quando existe, quando é livre para ser exercido, sustenta a tudo e ainda alegra-nos em pleno sacrifício! Ela faz tanto, porque pode fazer: sente amor para que seja feito. Penso que os mais graves e sérios problemas da vida, possam e sejam de fato enfrentados, quando um sentimento existe. Dele vem cada fibra sendo tecida: fibra interior. Quando se ama, se faz aquilo e muito mais. E mesmo os maiores obstáculos podem ser superados.
Porém, quando não há amor, até uma vida sem problemas, pesa. Dói. Entristece. Abate, prostra. Sei que me mandaste o vídeo com a intenção de que aquilo que hoje esteja doendo em mim, parecesse menor. E pareceu. Mas são coisas diferentes. Não é um problema que me abate. É justamente o Amor. Quando ele falta a vida murcha. Se ele some, a fibra se parte. Quanto ele cala, o canto emudece. E quando, ainda mais, ainda mais sério, quando temos de soltar o amor que tínhamos nas mãos, em nome justamente dele, é como se o Sol se tornasse um ponto, cada vez que olhamos, menor, ficando longe...quase nada, sumindo na imensidão do nada. Um pontinho cinza no centro de todo preto.
Uma atitude de deixar o amor ir, pode pesar tanto, Nandinha, ou mais, do que pese um corpo sobre nossos braços. Porque eles, os braços daquela Avó, têm sangue pulsante correndo feito fibras em suas veias. Fortalecidos pelo amor. Deixar o amor que queríamos tanto ir embora, é não ter por que ter braços. É virar somente Alma, é “entregar o barco e ficar somente com o mar”.
Beijo, Neneca.
Entãooo, não deixe o Amor partir Nenecka, sei que pouco sei, pra opinar, mas só sei que não devemos deixar ele ir, quando é verdadeiro.
ResponderExcluirFica com o corezinhO em paz ♥