Pesquisar este blog

27 de out. de 2008

Não quero comer chocolate,
Cortei as unhas da mão direita
Não vou tocar.
Não quero café de manhã cedo,
Fechei a boca, calei meu canto,
Não vou falar.
Chega de prazeres falsos.
De um beijo morno,
Sem doce ou sal.
Sem ardência!
Chega de prazeres passageiros,
Que não causam sonhos,
Sem incandescência.
Chega de gosto aparente,
Que fica na língua
Menos que alimenta.
E de palavras tantas,
Palavras tontas,
E sem inferência.
Quero o alimento do encontro,
Cortei os velhos laços, livre estou.
Nem vou contar.
Quero a vontade da arte,
Desde que ela venha,
Vestida do que sinto e me lateja.
Tocar, pra alguém devorar minhas notas.
Quero o gosto do beijo,
Que quando amanhece, ainda está ali.
Quero prazeres intensos, de vida,
Desejos em vida,
Que digam verdades sobre mim.
Que me tirem as vestes, me poupem das máscaras,
Me revelem, me des-cubram, permitam-me ser!
Toda eu, para sempre.

Um comentário:

Leio.