Hoje vou tirar Silêncio e Liberdade de novo, deitar um tecido novo sobre seus ombros. Ombros largos: ela se estendeu e ganhou o mundo...tanta gente a tem! Quando a escrevi, não poderia supor que houvesse tantos codinomes de Lua espalhados pelos céus dos desejos segredados. Céu mais vasto ainda que o céu mesmo, pois sendo o todo do espaço, é o infinito!
Vou juntar o som da guitarra à harmonia improvisada que já existe. Ferir um pouco aquela delicadeza, cortar com gelo sua superfície ainda ilesa! Distorcer um pouco o som que soa dela, ajeitar o caminho dela pra encostar no meu. (Chico e Edu) Improvisar ainda mais, ao sabor do que ela hoje me transmita. Quando a compus, não poderia supor que ela fosse um dia trocar de lugar: tornar-me alvo, quando era seta. E que lindo, que lindo, que lindo foi isso!
Era uma noite nublada, noite de encontro. Falamos um pouco, coisas nossas. Antes de dormir, fui fechar as janelas e lembrei que ela havia dito qualquer coisa sobre duas músicas minhas...o que era mesmo? Ah! Um trecho do que escrevera, dizia que a letra de TODO, já nos anunciava e que sentia-se tocada, emocionada ao ter ouvido. Outro trecho, deixado também mais cedo na minha página, dizia: ‘receba a letra de Silêncio e Liberdade como minha declaração de amor a você!” Nossa! Desisti de ir dormir e fui rever aos vídeos de ambas as canções. Fazia tempo! Tanta música nova...já não ouvia nada dos cds antigos há muito! Sentei, ouvi e cada palavra que eu ouvia, soava nova, como se eu não as tivesse escrito e sim ela! Jorraram lágrimas da minha cara! E que lindo, que lindo foi isso! Imbatível! Poderia ter escolhido qualquer música do mundo, qualquer uma, que dissesse as coisas mais loucas! Poderia ter varrido a mpb e todas as canções que foram feitas. E foi escolher uma minha pra me dar! Não, nunca, jamais alguém poderá ter essa idéia: irrepetível! Ela ‘matou’ todos os gestos do mundo, com esse.
Naquele momento eu soube que não era qualquer coisa ali. Não era pouco. Nem era brincadeira, nem paixonite virtual. Era encontro. Era bênção. Era Comunhão. Estava diante de um sentimento e de uma pessoa que ela é!, inacreditáveis! E, ao mesmo tempo em que o desejo se erguia pêlo acima, o sentimento se aprofundava alma adentro. Quanto mais a ouvia, mais a admirava. E hoje ainda mais!
Por isso vou pegar a guitarra, conceder a mim mesma o momento em que respiro fundo, fecho os olhos, entro na música e respondo a ela assim, viajando, percebendo outras e novas cenas dentro dela. Como faço sempre, aliás, quando toco. Olhos fechados em vídeo-tape. Repriso as cenas, revisito instantes. Viagem minha. Hoje, que falei bastante sobre isso, vou receber de novo o mesmo presente lindo como a cara linda que ela tem. Conceder a mim de novo aquela sensação primeira, única, incomparável! E sei que enquanto estiver tocando aqui, ela vai estar sentindo lá. Sempre sente. Não sei como, mas depois ela chega e diz: você me acordou! Senti sua voz me chamando!
Como sei, porque tenho experiência nisso, no auto-conhecimento, que quando as teclas começam a falhar, é hora das cordas, vou indo! Quando as cordas começarem a doer, eu volto: será de novo hora das teclas, ou dos papéis, ou dos lápis de cor, dos pincéis, das colheres de pau ou das ruas simplesmente. Nunca sei qual face minha virá à tona. Apenas deixo que venha uma. Qualquer uma. Eu gosto de receber. Principalmente os re:........................
Vou juntar o som da guitarra à harmonia improvisada que já existe. Ferir um pouco aquela delicadeza, cortar com gelo sua superfície ainda ilesa! Distorcer um pouco o som que soa dela, ajeitar o caminho dela pra encostar no meu. (Chico e Edu) Improvisar ainda mais, ao sabor do que ela hoje me transmita. Quando a compus, não poderia supor que ela fosse um dia trocar de lugar: tornar-me alvo, quando era seta. E que lindo, que lindo, que lindo foi isso!
Era uma noite nublada, noite de encontro. Falamos um pouco, coisas nossas. Antes de dormir, fui fechar as janelas e lembrei que ela havia dito qualquer coisa sobre duas músicas minhas...o que era mesmo? Ah! Um trecho do que escrevera, dizia que a letra de TODO, já nos anunciava e que sentia-se tocada, emocionada ao ter ouvido. Outro trecho, deixado também mais cedo na minha página, dizia: ‘receba a letra de Silêncio e Liberdade como minha declaração de amor a você!” Nossa! Desisti de ir dormir e fui rever aos vídeos de ambas as canções. Fazia tempo! Tanta música nova...já não ouvia nada dos cds antigos há muito! Sentei, ouvi e cada palavra que eu ouvia, soava nova, como se eu não as tivesse escrito e sim ela! Jorraram lágrimas da minha cara! E que lindo, que lindo foi isso! Imbatível! Poderia ter escolhido qualquer música do mundo, qualquer uma, que dissesse as coisas mais loucas! Poderia ter varrido a mpb e todas as canções que foram feitas. E foi escolher uma minha pra me dar! Não, nunca, jamais alguém poderá ter essa idéia: irrepetível! Ela ‘matou’ todos os gestos do mundo, com esse.
Naquele momento eu soube que não era qualquer coisa ali. Não era pouco. Nem era brincadeira, nem paixonite virtual. Era encontro. Era bênção. Era Comunhão. Estava diante de um sentimento e de uma pessoa que ela é!, inacreditáveis! E, ao mesmo tempo em que o desejo se erguia pêlo acima, o sentimento se aprofundava alma adentro. Quanto mais a ouvia, mais a admirava. E hoje ainda mais!
Por isso vou pegar a guitarra, conceder a mim mesma o momento em que respiro fundo, fecho os olhos, entro na música e respondo a ela assim, viajando, percebendo outras e novas cenas dentro dela. Como faço sempre, aliás, quando toco. Olhos fechados em vídeo-tape. Repriso as cenas, revisito instantes. Viagem minha. Hoje, que falei bastante sobre isso, vou receber de novo o mesmo presente lindo como a cara linda que ela tem. Conceder a mim de novo aquela sensação primeira, única, incomparável! E sei que enquanto estiver tocando aqui, ela vai estar sentindo lá. Sempre sente. Não sei como, mas depois ela chega e diz: você me acordou! Senti sua voz me chamando!
Como sei, porque tenho experiência nisso, no auto-conhecimento, que quando as teclas começam a falhar, é hora das cordas, vou indo! Quando as cordas começarem a doer, eu volto: será de novo hora das teclas, ou dos papéis, ou dos lápis de cor, dos pincéis, das colheres de pau ou das ruas simplesmente. Nunca sei qual face minha virá à tona. Apenas deixo que venha uma. Qualquer uma. Eu gosto de receber. Principalmente os re:........................
30.10.08, 14h47.
A vida não teria graça se as ferramentas (cordas, colheres de pau e etc...)já estivessem pré destinadas e determinadas. ;)
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