Primeiro vieram as cordas, trazidas por Bruxa Amada, Benfazeja! Cordas muitas, 6, 12, de aço, de nylon, de tramas. Trocas boas, mágicas, de Arte e de Sons. Aqui, a vida foi Tecelã.
Mais tarde vieram os fios. Fio de esperança, coisas por um fio. Fio de linha que alinhava sentimentos que se completam e se entendem entre si: desejo que se soma ao afeto que se soma à paixão...fio de amor ligando a tudo. Um puro, são! E aqui a vida foi Artesã.
Às vezes olhamos aos fios como emaranhados. Vemos as cordas como redes. Mas são fios e são cordas. E que uso se faz deles e delas...como as tramamos ou tecemos, como as enredamos ou dispomos, cabe a nós.
Vivo com uma pessoa extremamente explosiva. Usa muitos colares, enfeites, coisas a serem penduradas no pescoço na tentativa de adorno (o que ela faz como ninguém! Ninguém tem mais estilo: inútil procurar). E ela guarda a esses troços, na porta do roupeiro, num gancho que fiz justamente para evitar os arroubos explosivos dela, quando ela quer um e vêm todos. Todos emaranhados, confusos entre si. Isso a irrita demais! Invariavelmente, ela enlouquece (sempre com pressa, porque está sempre atrasada) – quer aquele que combine e ele está envolto noutros tantos que não. Bufa, se ira toda. Antes, eu levantava calma da cadeira, tirava docemente da mão dela sem dizer nada, destramava e devolvia um a um. Depois vi que não era isso que devia fazer. E ensinei o Exercício da Paciência. Respira fundo e pensa: exercício da paciência. E acalma, observa por onde correm os fios dos teus colares, entende o caminho que eles fizeram pra chegar onde estão e, assim, vai desfazendo as tramas, pacientemente. Demorou! Mas ela foi treinando. Ah! Com jeito, tudo se consegue nessa vida!
Há coisas que começaram com um fio. Inicialmente uma palavra, um gesto “aparentemente desinteressado”. Depois o fio foi engrossando, feito fio de calda de doce, que se verifica pela espessura, se está no ponto! Tomando corpo. Delicioso! Ponto exato, medida plena de cada tempero. Palavras certas na hora precisa! Uma percepção apurada de fazer inveja aos maiores observadores: percebeu, pelos troços que escrevo, pela forma como falo, que diminutivos não são bem-vindos quando se trata de sedução; que infantilizar e apelidar, só desmotivam ao que se pretende que seja motivador, atraente! Soube usar artifícios quando o clima era de fantasia; de profundidade, quando a atmosfera era de sentimento puro; manejou bem o tempo, quando o tempo era escasso. Soube provocar e desviar no momento perfeito, como soube, também, deixar um gole para a próxima vez, mantendo assim, a vontade de beber (‘vontade de beber’: não é sede, é desejo). É a diferença entre Nega-Maluca e (o autêntico) Tiramisu. E começou apenas por um fio. Fio de interesse, de curiosidade, de vontade de saber mais sobre. Aquela foto ali, todos os dias, pequena...o que sempre causa vontade de ver maior. É disso que falo: atenção ao que não vemos! O fato da foto ser pequena é que dá vontade de ver mais! Se tentarmos ver o caminho que cada fio de colar fez, entenderemos tão mais! Esse fio inicial foi se tornando corda, virando firme embora mantendo sua delicadeza e leveza intrínsecas. Corda que soa antes, quando se pega o violão ligado e ele já soa ao sabor do movimento. Corda que soa em graves e agudos durante, quando dedilhadas, e que soam depois, quando a mão pára e o som vibra ainda por mais 23 segundos. Um recado antes, dizendo que estará mais tarde online; a presença pontual, preparada, com intenções sutis e percebíveis: cheiro de banho, cabelo novo, sorriso lindo aberto, ahhh...; e no depois, outro recado de Boa Noite, dando seqüência à imaginação que vai junto tentar descansar. A pegada firme, forte, sem saída! Corda distorcida de guitarra, mesclada com momentos de lirismo quieto, corda 0.9 do violão, a mais leve. Começou com 6 e já são 12 cordas agora. Se foi fio, já é corda. Se foi atração, passou pelo encantamento, pelo desejo, pela fantasia que ainda se visita vez em quando e vem, aos poucos, formando uma paixão consistente que, mesmo que às vezes se ponha na balança, se pese, se considere se vale a pena manter, não passa, não sai, não para! Porque foi feita pra dar certo desde o seu começo. Abençoada por Deus, guardada por São Judas Tadeu e, recentemente por Santa Terezinha das Rosas (dica do Dalai!!!), consagrada por Stevie Wonder em Ribbon in the Sky, testemunhada a cada sinal, seja na parafina que resta das velas acesas, seja no passeio solitário e bom que joga ‘sobrancelhas e cabeças raspadas’, por acaso, no caminho dos olhos. Paixão que segue pulsando, sentida ‘no corpo e no coração que não conseguem dizer que acabou’. Que segue a despeito do medo, do receio, como segue aqui ignorando a pressa.
Em torno ainda existem, de fato, emaranhados de outros fios, outras cordas enredadas ao longo da vida, coisas que já estavam postas, a resolver. Quando respeitamos a ordem necessária das coisas, conseguimos diferenciar o que é corda do que é rede. O que é fio, o que é embaraço. Para as cordas, música! Para as redes, paciência. Para os fios, Temperança. Para o embaraço...Salão de Beleza.
Obs.: pro fio de arame, Dalai: Trapezista!
Mais tarde vieram os fios. Fio de esperança, coisas por um fio. Fio de linha que alinhava sentimentos que se completam e se entendem entre si: desejo que se soma ao afeto que se soma à paixão...fio de amor ligando a tudo. Um puro, são! E aqui a vida foi Artesã.
Às vezes olhamos aos fios como emaranhados. Vemos as cordas como redes. Mas são fios e são cordas. E que uso se faz deles e delas...como as tramamos ou tecemos, como as enredamos ou dispomos, cabe a nós.
Vivo com uma pessoa extremamente explosiva. Usa muitos colares, enfeites, coisas a serem penduradas no pescoço na tentativa de adorno (o que ela faz como ninguém! Ninguém tem mais estilo: inútil procurar). E ela guarda a esses troços, na porta do roupeiro, num gancho que fiz justamente para evitar os arroubos explosivos dela, quando ela quer um e vêm todos. Todos emaranhados, confusos entre si. Isso a irrita demais! Invariavelmente, ela enlouquece (sempre com pressa, porque está sempre atrasada) – quer aquele que combine e ele está envolto noutros tantos que não. Bufa, se ira toda. Antes, eu levantava calma da cadeira, tirava docemente da mão dela sem dizer nada, destramava e devolvia um a um. Depois vi que não era isso que devia fazer. E ensinei o Exercício da Paciência. Respira fundo e pensa: exercício da paciência. E acalma, observa por onde correm os fios dos teus colares, entende o caminho que eles fizeram pra chegar onde estão e, assim, vai desfazendo as tramas, pacientemente. Demorou! Mas ela foi treinando. Ah! Com jeito, tudo se consegue nessa vida!
Há coisas que começaram com um fio. Inicialmente uma palavra, um gesto “aparentemente desinteressado”. Depois o fio foi engrossando, feito fio de calda de doce, que se verifica pela espessura, se está no ponto! Tomando corpo. Delicioso! Ponto exato, medida plena de cada tempero. Palavras certas na hora precisa! Uma percepção apurada de fazer inveja aos maiores observadores: percebeu, pelos troços que escrevo, pela forma como falo, que diminutivos não são bem-vindos quando se trata de sedução; que infantilizar e apelidar, só desmotivam ao que se pretende que seja motivador, atraente! Soube usar artifícios quando o clima era de fantasia; de profundidade, quando a atmosfera era de sentimento puro; manejou bem o tempo, quando o tempo era escasso. Soube provocar e desviar no momento perfeito, como soube, também, deixar um gole para a próxima vez, mantendo assim, a vontade de beber (‘vontade de beber’: não é sede, é desejo). É a diferença entre Nega-Maluca e (o autêntico) Tiramisu. E começou apenas por um fio. Fio de interesse, de curiosidade, de vontade de saber mais sobre. Aquela foto ali, todos os dias, pequena...o que sempre causa vontade de ver maior. É disso que falo: atenção ao que não vemos! O fato da foto ser pequena é que dá vontade de ver mais! Se tentarmos ver o caminho que cada fio de colar fez, entenderemos tão mais! Esse fio inicial foi se tornando corda, virando firme embora mantendo sua delicadeza e leveza intrínsecas. Corda que soa antes, quando se pega o violão ligado e ele já soa ao sabor do movimento. Corda que soa em graves e agudos durante, quando dedilhadas, e que soam depois, quando a mão pára e o som vibra ainda por mais 23 segundos. Um recado antes, dizendo que estará mais tarde online; a presença pontual, preparada, com intenções sutis e percebíveis: cheiro de banho, cabelo novo, sorriso lindo aberto, ahhh...; e no depois, outro recado de Boa Noite, dando seqüência à imaginação que vai junto tentar descansar. A pegada firme, forte, sem saída! Corda distorcida de guitarra, mesclada com momentos de lirismo quieto, corda 0.9 do violão, a mais leve. Começou com 6 e já são 12 cordas agora. Se foi fio, já é corda. Se foi atração, passou pelo encantamento, pelo desejo, pela fantasia que ainda se visita vez em quando e vem, aos poucos, formando uma paixão consistente que, mesmo que às vezes se ponha na balança, se pese, se considere se vale a pena manter, não passa, não sai, não para! Porque foi feita pra dar certo desde o seu começo. Abençoada por Deus, guardada por São Judas Tadeu e, recentemente por Santa Terezinha das Rosas (dica do Dalai!!!), consagrada por Stevie Wonder em Ribbon in the Sky, testemunhada a cada sinal, seja na parafina que resta das velas acesas, seja no passeio solitário e bom que joga ‘sobrancelhas e cabeças raspadas’, por acaso, no caminho dos olhos. Paixão que segue pulsando, sentida ‘no corpo e no coração que não conseguem dizer que acabou’. Que segue a despeito do medo, do receio, como segue aqui ignorando a pressa.
Em torno ainda existem, de fato, emaranhados de outros fios, outras cordas enredadas ao longo da vida, coisas que já estavam postas, a resolver. Quando respeitamos a ordem necessária das coisas, conseguimos diferenciar o que é corda do que é rede. O que é fio, o que é embaraço. Para as cordas, música! Para as redes, paciência. Para os fios, Temperança. Para o embaraço...Salão de Beleza.
Obs.: pro fio de arame, Dalai: Trapezista!
Necka...
ResponderExcluirsinceramente, e não veja nisso nenhuma metáfora ou hiperbole tosca, não sei o que faria nesse periodo de instabilidade emocional sem tuas palavras...
obrigado, minha Esposa
de coraçao aberto
de alma escancarada
de espírito dado
pra vc
Cordas e mais cordas, essa inspiração não tem fim...
ResponderExcluirbjs