Porto quando faz calor é insuportável. Sem cigarro, tive de sair, igual, prédio em obras e uma imagem das que gosto, aquelas viagens que faço e vocês acompanham desse lado aí da tela. Os caras fazendo um novo piso no corredor de entrada. Há retângulos acimentados recentemente, onde não se pode pisar. Outros que sim, com tábuas de madeira para colocar os pés, certeiramente. Retângulo sim, retângulo não. Pisa-se no primeiro, depois no terceiro. Até que sequem e se possa andar simplesmente sem olhar “onde se está pisando”. Tal e qual meus dias. Dia sim, dia não; silêncios, palavras; paz, tempestades; carinhos, ferimentos; tenho tido de olhar com cuidado onde ‘piso’.
Encontro um amigo lindo, artista plástico, Ubiratã Braga. Amigo de 25 anos. Conversamos ali, na rua. Ambos meio tristes, meio felizes. O amor dele teve um acidente de carro, está quebrado. O olho do Bira encheu d’água. O meu também. E senti que a maturidade é boa: não precisamos mais de rios de lágrimas, basta umedecer os olhos. Falei do desafio das alturas, ele nem sabia que eu tinha medo de voar. Contei que as pessoas diziam que a turbina pararia logo de fazer barulho, que o puxão era só por alguns minutos, que era seguro..., tentativas das pessoas em me convencer. E contei a ele que, embora todo mundo me conheça, ninguém disse a palavra certa, que me convenceria: é LINDO voar. Ele riu muito o riso belo dele. Um cara belo. E comentou: pois é, tu com medo e as pessoas falando de medo em vez de falar do contrário.
Fui. Fiz o sinal da cruz em frente à Igreja que fica em frente ao mercadinho. O sol secou a menção da lágrima. A fé, me fez respirar fundo. Mas faz muito calor! Cigarro, leite, açúcar, pão, absorvente (tpm)...faltava algo. Sim: alegria. As chaves da porta penduradas no indicador, chaveiro do Cirque Du Soleil que assisti no verão. Alegria! Lenine no mp4. “Só o que me interessa”. Fiquei parada ali, antes do caixa pensando...falta alguma coisa. Falta alegria. Sempre amei fazer compras, supermercados. Ah! Já sei! Um picolé! É isso! Um que nunca tenha provado. Não gosto de Nescau. Comprei picolé Nescau. Vá que seja bom! Vim mais alegre. Com algo novo por provar. Vim rápido por causa do calor, com o devido alívio dentro da sacola.
Cuidando o chão, onde piso, e o topo da Igreja, onde o céu serve de pano de fundo, (daqui, de baixo, a Igreja parece maior que o céu. Não é. Agora sei que não) entrei em casa. No que foi minha casa e ainda resta. E vi que ainda resta sanidade em mim. Porque comprei um picolé. Agora, um tanto mais entendida sobre o assunto, recomendo: compre um picolé quando faltar alegria. Porém o gosto do Nescau é quase o mesmo do Chicabom. Fique com o legítimo, original, primeiro. Há qualquer coisa de rito, de sagrado, de honesto na legitimidade. Há respeito a quem criou aquilo primeiro. E é sempre bom guardar respeito a quem o fez: dar alegria do criador do Chicabom - prefira o original. Aliás, ele é maior: alegria duradoura é tão bom, mas tão bom...e cura! Mas sorva, demoradamente, estenda a sua alegria enquanto puder, lamba com calma, com gosto, deixando cada segundo doce durar. Nem que se lambuze, que mele os dedos, não faz mal! Curta! Sinta! Deixe derramar!
Encontro um amigo lindo, artista plástico, Ubiratã Braga. Amigo de 25 anos. Conversamos ali, na rua. Ambos meio tristes, meio felizes. O amor dele teve um acidente de carro, está quebrado. O olho do Bira encheu d’água. O meu também. E senti que a maturidade é boa: não precisamos mais de rios de lágrimas, basta umedecer os olhos. Falei do desafio das alturas, ele nem sabia que eu tinha medo de voar. Contei que as pessoas diziam que a turbina pararia logo de fazer barulho, que o puxão era só por alguns minutos, que era seguro..., tentativas das pessoas em me convencer. E contei a ele que, embora todo mundo me conheça, ninguém disse a palavra certa, que me convenceria: é LINDO voar. Ele riu muito o riso belo dele. Um cara belo. E comentou: pois é, tu com medo e as pessoas falando de medo em vez de falar do contrário.
Fui. Fiz o sinal da cruz em frente à Igreja que fica em frente ao mercadinho. O sol secou a menção da lágrima. A fé, me fez respirar fundo. Mas faz muito calor! Cigarro, leite, açúcar, pão, absorvente (tpm)...faltava algo. Sim: alegria. As chaves da porta penduradas no indicador, chaveiro do Cirque Du Soleil que assisti no verão. Alegria! Lenine no mp4. “Só o que me interessa”. Fiquei parada ali, antes do caixa pensando...falta alguma coisa. Falta alegria. Sempre amei fazer compras, supermercados. Ah! Já sei! Um picolé! É isso! Um que nunca tenha provado. Não gosto de Nescau. Comprei picolé Nescau. Vá que seja bom! Vim mais alegre. Com algo novo por provar. Vim rápido por causa do calor, com o devido alívio dentro da sacola.
Cuidando o chão, onde piso, e o topo da Igreja, onde o céu serve de pano de fundo, (daqui, de baixo, a Igreja parece maior que o céu. Não é. Agora sei que não) entrei em casa. No que foi minha casa e ainda resta. E vi que ainda resta sanidade em mim. Porque comprei um picolé. Agora, um tanto mais entendida sobre o assunto, recomendo: compre um picolé quando faltar alegria. Porém o gosto do Nescau é quase o mesmo do Chicabom. Fique com o legítimo, original, primeiro. Há qualquer coisa de rito, de sagrado, de honesto na legitimidade. Há respeito a quem criou aquilo primeiro. E é sempre bom guardar respeito a quem o fez: dar alegria do criador do Chicabom - prefira o original. Aliás, ele é maior: alegria duradoura é tão bom, mas tão bom...e cura! Mas sorva, demoradamente, estenda a sua alegria enquanto puder, lamba com calma, com gosto, deixando cada segundo doce durar. Nem que se lambuze, que mele os dedos, não faz mal! Curta! Sinta! Deixe derramar!
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Leio.