Essa mudança, essa vertigem,
Essa esperança, meu fio de seda.
Tanta aventura que à vida lança
Essa fuligem que o fogo deixa.
Eu não queria, eu não quisera,
Ferir teu peito de luz acesa.
E o fiz ainda que não quisesse,
Porque minha alma já estava presa.
Essas andanças, tantas palavras,
Esses poemas feitos às cegas,
Essas pessoas tão parecidas,
De olhos abertos, de despedidas,
Tudo me alveja, tudo me acerta,
Não me defendo porque não posso!
Eu tenho pressa, a vida finda
A cada dia, mais do que mostro.
Esse meu susto pelo que vejo,
Esse encanto pelo que quero,
A liberdade do meu silêncio
Quanto me custa? Tudo que aposto!
Essa viagem que não tem volta,
As tuas noites que não me têm,
Esses desvios, esquecimentos,
São os atalhos que a vida tem.
05.11.08, 0h35
Que lindo Necka !
ResponderExcluir"Liberdade do meu silêncio"...grande verdade! A verdadeira liberdade. O momento de escutar nossa voz mais íntima e se entregar a nossa absoluta verdade e caminhos.
Linda poesia. Forte, meiga e tão verdadeira.
Bom estar aqui.
Beijo grande para vc !
Pode estar certa, vc vale cada lagrima, cada suspiro.
ResponderExcluirLindO e eterno em mim.
ObrigadO!