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10 de nov. de 2008

Não Sei Se É, Mas Parece!

Há quem diga que vejo mágica em tudo. Vejo. Fazer o que? Então...dia desses descobri uma música linda. Estava assistindo a um dos muitos seriados que assisto, justamente porque as trilhas são ótimas. Geralmente, nem termino de assistir ao episódio, e já saio atrás da música. Enfim...
Letra perfeita, clima mais ainda, violão ‘a minha cara’. Repeat, mais repeat. Eis que fui ajudar minha Branca Kiks a pintar uma parede (sem pincel, com rolo) e levei a canção pra ela. A gente troca músicas demais! Se ela tem, é certo: Neckiiinha, desce! Eu desço. Entro. Ouço. Trago. Copio. Devolvo. Se vou lá, levo e copio, trago. No primeiro acorde, ela larga aquele aahhhhh...já conhecia! E amava. Às vezes a gente passa por isso, é muita sintonia que a gente tem. Ela também vê magia em tudo, tudinho!
A música acabou sendo de duas pessoas. Aquele negócio de “essa é a nossa música”. Cabia, bem certinho. Parecia ter sido composta para essas duas pessoas, mesmo, na boa, falando sério! Se eu tivesse escrito, não caberia tão bem.
Eis que o tempo, implacável, passa. Pra todos. Passou pra essa dupla também. Aliás, voou! E o tempo, se a gente não estiver atenta, se não lavar o espelho, não segurar as coisas queridas direito, acaba interferindo na visão.
Antes se via a isso: que era bom esperar pelo começo da vida real, aquela que se quer, que se anseia por. Dava até um certo friozinho na espinha, ficar ouvindo aquilo, sabendo que logo logo a vida real começaria. Era boa aquela certeza. Que viria. Podia atrasar um pouquinho e tal, mas viria! Vez em quando até tinha recadinhos tipo...tô chegando, me espera, confia. E confiava, tri crente! Porém o tempo passou – daí a obsessão pela palavra pressa! E interferiu. (Língua Portuguesa, linda!: inter-feriu)
Agora a canção parece querer dizer outra coisa. Parece que no fim das contas, aquilo era um passatempo, uma distração; que estavam ali, fazendo hora, enquanto a vida real não começasse. Vida real, de rotina, de realidade mesmo, conhecida, antiiiiiga. Agora parece que aquela espera pelo começo da vida real, na verdade, talvez apenas fosse uma distração, um entretenimento, como são os seriados. Embora alguns seriados sejam úteis, tenham conteúdo e tragam coisas boas dentro deles, assim, como quem não quer nada. (erro de paralelismo) Só o que aprendi de música, valeu cada fatura de TV a cabo. O tempo mudou o que a música diz? Ou os olhos mudaram? Mudou o que sentia aquela dupla? Ou desistiram do que eram? Parece que simplesmente nunca foi. Se é, não sei. Mas parece!
Sei que, enquanto isso, muitas coisas aconteceram. Paralelismos. Outras duplas passaram a ser possíveis, assim como os seriados recomeçam em novas temporadas. E eu continuo optando por tirar das cenas reais de discursos, de trocas humanas, de discutir relação, aquilo que eles têm de melhor: a magia! Se há quem assista às séries pelo que são, pelas cenas de suspense, drama, comédia, acho ótimo! Mas sigo preferindo tirar dali, a parte mágica: a música! Cena e trilha também andam paralelamente. Realidade e magia, idem. Cada um escolhe o que prefere ver, o que prefere reprisar. Como não curto muito a real, as rotinas previsíveis, o morno dos dias, a falta de pulsação, fico na minha, vendo tudo mágico, tri lindo, louco e atraente!
Pessoas também seguem rumos paralelos. Como o amor e a paixão, a amizade e o desejo, signos e sinais. No que me diga respeito, sigo sendo o que sou. Inferindo intensidade a tudo que sinto. Desmedidamente como cabe a uma “poeta-compositora-artesã?”...sei lá! Nem poderia ter outro comportamento. Eu sou o que sôo. E sou sem medos, pisando firme no sonho, desviando da realidade. Consumindo os dias, em vez de deixar que os dias me consumam. Sorvendo o ar, deixando pra comer quando não houver nada a dizer, nada a tocar, nada a criar. Dormindo menos a cada noite. Tentando entender. Simplesmente, entender! Bem como acontece quando acaba uma temporada...aquele suspense, aquela dúvida martelando...martelando até que venha um próximo episódio...aquele friozinho na espinha, aquela ânsia. Agora, vamos concordar nisso: tem coisa pior que cancelarem o seriado sem nos avisar? Ah, não tem! Mas não tem mesmo!
NA. 10.11.08 - 2h48
Em tempo: ah, me perdoem! Não quis dizer o nome da música. Porque não gostaria que ela fosse de mais ninguém. Ainda não. E se alguém souber se essa série foi cancelada, poste aqui: porque eu preciso saber!

Um comentário:

  1. 'Só o que aprendi de música, valeu cada fatura de TV a cabo.'

    BárbarO!

    Que bom que SEMPRE vale a pena, e 'nem o erro é disperdício'!

    Boa semana, Nenecka!

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