na palma desse adeus me acabo
no fundo desse amor, me afogo
no brando do teu peito, acordo
no acorde do teu sonho, toco
no truque do teu corpo, caio
no raio de tua visão, me exponho
e a cegueira do teu sono, invado...
no fundo dos teus olhos busco
a luz que me ilumina os dias
o sol que doura a pele e córa
a rubra a face de um sorriso lindo...
num sábado de chuva tolero
as horas que se arrastam lentas
e escrevo versos indecentes
roçando em estrofes úmidas
marcando a carne com os dentes
no espasmo de um orgasmo múltiplo...
Sheyla de Castilho.
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