Não me agradece pelas coisas que te dei: te dei, eu as queria tuas. Não deves nada, a mim não deves, deves a ti. Deves a ti o espanto pleno dos olhos diante do que vê: o Mar aberto à beira da Montanha, porque ali está Aquele em quem se crê. Deves a ti a surpresa dos encontros, tantos, nem saberia dizer. Como são bons, como trazem o bem para o que somos. Te deves a isso, sim, o quanto antes. Como deves a ti mesma o próprio nome. Honrar a ele, ao que ele é. Sozinho, cru, como foi dado. Te deves o teu próprio batizado.
Não me enaltece pelas coisas que escrevi. As fiz, porque era eu que precisava. Eu me devia, enquanto as pude sentir. Precisava da sensação vulcânica, da fúria feito lava, que toda palavra contida, acaba por vir a ter. Minhas palavras e as coisas que eu sinto, quando as represo, ficam assim. Não foram feitas para os limites. Eu me devia tudo quanto merecia, ainda mereço, ainda terei. E devo a mim cada resultado. Sozinho, cru, como foi semeado. Me devo meu próprio aprendizado.
Nós nos devemos tudo aquilo que não temos. Ninguém foi feito para viver sem. Nos devemos as perdas de todos os nossos medos; nos devemos a graça, a fibra, a força, a fé na vida! Fé, sempre, até o fim! Devemos a nós mesmos as estradas, devemos às nossas pernas, o andar. A quebra de todos os marasmos, a queda de tudo que nos impede de ir. Devemos, a nós todos, benefícios. Se possível, nos dar todos os sim. Como nos devemos ser tudo que somos, tal como quando nascemos. Nos devemos o nosso próprio parto.
Necka Ayala. 05.12.2008 – 13h10
Não me enaltece pelas coisas que escrevi. As fiz, porque era eu que precisava. Eu me devia, enquanto as pude sentir. Precisava da sensação vulcânica, da fúria feito lava, que toda palavra contida, acaba por vir a ter. Minhas palavras e as coisas que eu sinto, quando as represo, ficam assim. Não foram feitas para os limites. Eu me devia tudo quanto merecia, ainda mereço, ainda terei. E devo a mim cada resultado. Sozinho, cru, como foi semeado. Me devo meu próprio aprendizado.
Nós nos devemos tudo aquilo que não temos. Ninguém foi feito para viver sem. Nos devemos as perdas de todos os nossos medos; nos devemos a graça, a fibra, a força, a fé na vida! Fé, sempre, até o fim! Devemos a nós mesmos as estradas, devemos às nossas pernas, o andar. A quebra de todos os marasmos, a queda de tudo que nos impede de ir. Devemos, a nós todos, benefícios. Se possível, nos dar todos os sim. Como nos devemos ser tudo que somos, tal como quando nascemos. Nos devemos o nosso próprio parto.
Necka Ayala. 05.12.2008 – 13h10
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