Beco das Garrafas. Hoje à noite.
Revendo amigos, trocando músicas com amigos músicos, agradando quem curte o som que a gente faz, festejando final de ano, estando em contato com a arte que nos move e nos abraça ano afora.
No lançamento do TODO, escrevi um bilhete para as pessoas que foram ao teatro. Havia um bilhete e uma vareta de incenso para cada um. A medida que as pessoas entravam lendo, levavam para dentro da sala um aroma diferente. Ali, acabou ficando parecido com a sala daqui de casa. Quando amigos se atiram no chão e fico tocando. Sempre com incensos que a gente compra na fábrica, à luz das velas que a Ro adora acender, depois de um jantar, um doce e o vinho. Isso leva horas, às vezes noites inteiras. Amigos atirados no chão e eu tocando, contando e lembrando cenas, ou fotografias.
No bilhete dizia que a gente esquece que a música é a maior de todas as mágicas. Virou pano de fundo, estar dentro do carro com ela tocando. Ela está ali, dentro do elevador, da sala do dentista, na tv e no celular. A gente esquece que aquilo ali é a língua dos Anjos! É mágica pura, a melhor que existe, já que ela, em si, não existe! Mas faz a gente arrepiar, não faz? Faz a gente dançar, chorar, rir, sentir falta, lembrar. Ela não existe mas transforma o que sentimos em matéria: lágrima, arrepio, sorriso. Fotografa e serve de trilha para instantes inesquecíveis! E eu rendo graças a Deus todo santo dia, por ter vindo ao mundo sendo parte dessa tribo: músicos! Compositores! Instrumentistas! Obrigada Senhor 7 zilhões de vezes, obrigada!
Quanto toco, fecho os olhos. Fico antipática...é, admito. Entro na minha viagem. Revejo a cena que causou aquela canção. Como num filme. Revisito. Não estou onde me vêem, estou lá. Lá atrás. Naquele momento. Quando toco, não estou mais aqui. Não vejo o que acontece em volta. E espero sinceramente, que cada pessoa faça a sua viagem. Comunhão, não show. Partilha, não espetáculo. Templo, não palco. Semelhantes, não fãs. Há aplauso, eu sei. Mas que ele seja um aplauso à emoção que cada um sentiu, sua, pela sua própria história. Que aplaudam a si mesmos por terem se permitido viver aquilo. Celebração, não reverência.
Hoje à noite vão estar lá Fê e sua família que estou louca pra conhecer. Festejo! Vai estar a minha semelhante maior, Patrícia: aquela que mal pouso o violão sobre a perna, e já saiu comigo viagem a fora! É lindo tocar pra ti! Meus lindos, César, Caco, Dudu, Lauro, Fabrício! Homens cuja sensibilidade ultrapassa a fronteira delimitada. Vai estar a voz linda da Gisele De Santi, que passeia com meus acordes, improvisando! Minha irmã que sabe mais músicas minhas que eu e meu cunhado Gilson que canta demais! Iza, uma amiga que foi virtual e é presente, pedindo as favoritas. E muitas outras pessoas. Ok. Estarei lá esperando vocês. E peço: celebrem! Celebrem ao que viveram, vivemos. Viagem! Sintam! Deixem vir essa emoção toda! Por si mesmos! Lembrem que a Música é a mágica maior e sejam gratos porque somos capazes de nos sensibilizar. Ela ainda vive, mesmo que tida como rotina comum: música! E Anjos estarão ali nesse momento.
Necka Ayala 23.12.2008
Revendo amigos, trocando músicas com amigos músicos, agradando quem curte o som que a gente faz, festejando final de ano, estando em contato com a arte que nos move e nos abraça ano afora.
No lançamento do TODO, escrevi um bilhete para as pessoas que foram ao teatro. Havia um bilhete e uma vareta de incenso para cada um. A medida que as pessoas entravam lendo, levavam para dentro da sala um aroma diferente. Ali, acabou ficando parecido com a sala daqui de casa. Quando amigos se atiram no chão e fico tocando. Sempre com incensos que a gente compra na fábrica, à luz das velas que a Ro adora acender, depois de um jantar, um doce e o vinho. Isso leva horas, às vezes noites inteiras. Amigos atirados no chão e eu tocando, contando e lembrando cenas, ou fotografias.
No bilhete dizia que a gente esquece que a música é a maior de todas as mágicas. Virou pano de fundo, estar dentro do carro com ela tocando. Ela está ali, dentro do elevador, da sala do dentista, na tv e no celular. A gente esquece que aquilo ali é a língua dos Anjos! É mágica pura, a melhor que existe, já que ela, em si, não existe! Mas faz a gente arrepiar, não faz? Faz a gente dançar, chorar, rir, sentir falta, lembrar. Ela não existe mas transforma o que sentimos em matéria: lágrima, arrepio, sorriso. Fotografa e serve de trilha para instantes inesquecíveis! E eu rendo graças a Deus todo santo dia, por ter vindo ao mundo sendo parte dessa tribo: músicos! Compositores! Instrumentistas! Obrigada Senhor 7 zilhões de vezes, obrigada!
Quanto toco, fecho os olhos. Fico antipática...é, admito. Entro na minha viagem. Revejo a cena que causou aquela canção. Como num filme. Revisito. Não estou onde me vêem, estou lá. Lá atrás. Naquele momento. Quando toco, não estou mais aqui. Não vejo o que acontece em volta. E espero sinceramente, que cada pessoa faça a sua viagem. Comunhão, não show. Partilha, não espetáculo. Templo, não palco. Semelhantes, não fãs. Há aplauso, eu sei. Mas que ele seja um aplauso à emoção que cada um sentiu, sua, pela sua própria história. Que aplaudam a si mesmos por terem se permitido viver aquilo. Celebração, não reverência.
Hoje à noite vão estar lá Fê e sua família que estou louca pra conhecer. Festejo! Vai estar a minha semelhante maior, Patrícia: aquela que mal pouso o violão sobre a perna, e já saiu comigo viagem a fora! É lindo tocar pra ti! Meus lindos, César, Caco, Dudu, Lauro, Fabrício! Homens cuja sensibilidade ultrapassa a fronteira delimitada. Vai estar a voz linda da Gisele De Santi, que passeia com meus acordes, improvisando! Minha irmã que sabe mais músicas minhas que eu e meu cunhado Gilson que canta demais! Iza, uma amiga que foi virtual e é presente, pedindo as favoritas. E muitas outras pessoas. Ok. Estarei lá esperando vocês. E peço: celebrem! Celebrem ao que viveram, vivemos. Viagem! Sintam! Deixem vir essa emoção toda! Por si mesmos! Lembrem que a Música é a mágica maior e sejam gratos porque somos capazes de nos sensibilizar. Ela ainda vive, mesmo que tida como rotina comum: música! E Anjos estarão ali nesse momento.
Necka Ayala 23.12.2008
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Leio.