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23 de dez. de 2008

Última Hora

Continua quente. E é véspera da véspera ainda. Repenso a isso, essa coisa que parece contínua e nunca sabemos se é. A vida. Contada por nós que inventamos números e calendários. Medida por nossas réguas imaginárias em cálculos em vez de intensidades.
Vida que esmorece num corpo de Avó.
Tenho pensado sobre isso. Sobre sermos ou estarmos vivos. Dia de correr atrás de presentes de última hora. Essa que pode ser a última hora da vida de tanta gente agora. Gente prestes a ir enquanto corremos para enaltecer alguém. Gente que parte de onde está para outro lugar sem saber ao certo se dará certo. Gente que mora longe e se sente tão triste que chega a pensar na desistência definitiva. Às vezes a gente poderia mudar tudo isso num gesto ou numa palavra. Estando perto o bastante para fazer companhia ou dizer: vai ficar tudo bem.
Tenho recebido mensagens de Natal. E vejo o quanto as pessoas me conhecem: evitam enviar mensagens enormes prontas. Agradeço e sugiro: em vez de enviar uma mensagem dessas a alguém que gostes, pára! Faz uma prece querida. Pede a Deus que torne aquela vida que te é cara, um pouco melhor. Pede proteção, pede prosperidade a Deus em nome de cada um. Se for por mim, pede assim: Deus, continua cuidando da necka. Rapidinho, sem frescuras, em paz. Tenho feito isso por vocês! Creiam! Eu não minto.
Então...estamos vivos nós. E eu espero que saibamos, nós, extrair de cada dia, seu melhor, seu mais intenso momento. O mais feliz. Como diz minha poetisa mineira, “extraindo o eterno do transitório”. É, bem isso! Exato! É isso sim, Sheyla. Saibamos todos nós dar intensidade ao café recém passado e ao abraço de amigo revisto nos dias de final de ano. Tanto no prazer de um banho no dia quente de hoje, quanto no abrir demorado de cada presente, porque “presente aberto perde a graça”. Saibamos que hoje, hoje ainda, alguma coisa muito boa nos espera. Quando isso chegar, festeja! Agradece! Sorri largo, rasgando a cara, né Loló? Lembremos que cada lembrança boa de alguém que amamos muito, cada sensação quente dentro do peito, cada emoção linda vivida, não pode ser mensurada por números ou réguas. Mas é gravada dentro, segue indo conosco! Registrada no universo, eternizada no que somos enquanto durar nossa vida, até o último suspiro. Que a vida seja infinita enquanto dure...até a última hora!

Necka Ayala 23.12.2008 – 11h24

Um comentário:

Leio.