Mais uma manhã ensolarada e quente por aqui. Véspera de véspera de alguma coisa importante, unânime. Mas não estamos nesse clima. Nem podemos. Os próximos dias serão da nossa presença dentro de um hospital, perto da Vó, ainda lá, firme! É hora de rezar mais ainda, de puxar Deus para perto, na bondade Dele e que ela venha mesmo, toda ela agora. Tanto para perdoar, como para ter compaixão.
Não comprei presentes, não entrei no clima, não festejo a época. Penso apenas no que foi meu ano e no que quero que prossiga apenas, como se nem fosse preciso virar um calendário. Pouco a me despedir de, muito a querer que fique comigo, perto, sendo.
Talvez amanhã, enquanto eu toco no Beco, possa “exorcizar” esse pouco do qual me despeço. E trazer à tona, via música, aquilo que busquei, encontrei e pretendo continuar merecendo nos dias que se seguirem. Foi um ano de grandes coisas, imensas! Até as falsas foram grandes. Mas as boas foram maiores, são. E seguirão sendo. Como esse calor cheio de futuro pela frente, meses...
Que venham todas as estradas, todos os perdões e todos os encontros. Que sejam todos os gestos nossos, agora, de bondade e de entendimento. Alguma seriedade dentro, uma decência de viver a essa época do ano, dignamente, considerando o todo e não as partes. Que estejam nossas mãos, aptas a conceder benefícios a terceiros, a estranhos, a alheios, a avulsos, a sozinhos. Em silêncio e em segredo, ninguém precisa saber que estamos fazendo algo por alguém. Que possam, nossos risos, se abrir plenos sim, depois das missões cumpridas, dos deveres feitos e das promessas e preces honradas. E que aprendamos todos nós, todos, a escolher a vida, essa que sempre se renova de alguma forma quando o calendário altera seu último dígito.
Necka Ayala. 22.12.2008, 8h
Não comprei presentes, não entrei no clima, não festejo a época. Penso apenas no que foi meu ano e no que quero que prossiga apenas, como se nem fosse preciso virar um calendário. Pouco a me despedir de, muito a querer que fique comigo, perto, sendo.
Talvez amanhã, enquanto eu toco no Beco, possa “exorcizar” esse pouco do qual me despeço. E trazer à tona, via música, aquilo que busquei, encontrei e pretendo continuar merecendo nos dias que se seguirem. Foi um ano de grandes coisas, imensas! Até as falsas foram grandes. Mas as boas foram maiores, são. E seguirão sendo. Como esse calor cheio de futuro pela frente, meses...
Que venham todas as estradas, todos os perdões e todos os encontros. Que sejam todos os gestos nossos, agora, de bondade e de entendimento. Alguma seriedade dentro, uma decência de viver a essa época do ano, dignamente, considerando o todo e não as partes. Que estejam nossas mãos, aptas a conceder benefícios a terceiros, a estranhos, a alheios, a avulsos, a sozinhos. Em silêncio e em segredo, ninguém precisa saber que estamos fazendo algo por alguém. Que possam, nossos risos, se abrir plenos sim, depois das missões cumpridas, dos deveres feitos e das promessas e preces honradas. E que aprendamos todos nós, todos, a escolher a vida, essa que sempre se renova de alguma forma quando o calendário altera seu último dígito.
Necka Ayala. 22.12.2008, 8h
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