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10 de jan. de 2009

A Beautiful Mess

Que bela bagunça fizeste no teu coração. Misturando pela casa desistências e desafios. Coração cheio de coisas que tornaste complexas e não são. Uma bagunça, uma desordem desnecessária. Coisas separadas que se complementavam, não precisava ser assim. Não precisava haver tanto desatino, tanta saudade e essa solidão que vejo nos teus olhos. É como aqui agora, onde tanto há riso quanto perdão, tanto lágrima quanto vontades, tudo em harmonia e convívio. Não deveria haver fronteiras ou dicotomias. Não havia necessidade. Havia mais dentro de ti que pedia para ser trazido à tona. E quando veio, veio lindo, veio livre, veio inteiro. Que longa bagunça manténs em teu coração. E estás cansada dela. Olhando sem ânimo para tudo que tens por jogar fora, sem coragem de jogar fora. Joga! Usa de alguma coragem emprestada, pode ser da minha. Joga fora o que não te arrebata, o que não te embriaga a alma de delírio. Leva contigo apenas a certeza de que podes sentir mais que é a mesma certeza que tens do quanto podes fazer alguém sentir por ti, em teu nome, diante da tua cara linda. É bom lá fora. Há céus e pássaros ainda. Dança, sons que não chegaste a ouvir. Agora mais. Há estradas e fotografias. Lá fora há tudo que teus olhos tentam ver e não conseguem. Há tudo que teu coração deseja consumir e não se deixa. Há o todo do que queres vir a ser e nunca basta.

Necka. 10.01.09

Um comentário:

Leio.