É das tuas incertezas que preciso. Das coisas que não sabes quando dizes isso, ‘não sei, não quero saber, quero ficar assim, sentindo’. É das coisas anônimas que sinto falta. Dessa inconstância, dessa liberdade plena que te traz de volta, que me leva de volta até ali. Tenho tido lições de desapego. Da casa, da história, da cidade, das raízes. Ainda que acredite que terras não se movam do lugar tão facilmente. Ainda assim! Me desapego do chão do pampa. E das coisas guardadas e dos poemas postos e das canções tardias. É da tua insistência em me fazer feliz que me embriago. Das tuas palavras escritas três vezes. Ditas três vezes. Linda Linda Linda. Dos teus rumos, teus bairros, teus destinos indefinidos e da tua convicção de que será perfeito do jeito que for. Da tua voz arrastada que se difere tanto de tudo quanto ouvira antes. Do teu sotaque misturado de estados diferentes que se somará ao meu, mais ainda. É da tua coragem que me nutro, pois não era nada disso até então e mesmo assim te confessas entregue, sem hesitar, sem pousar sobre nenhuma balança nenhuma vontade nova que agora venha a te surpreender. Não medes, não pesas, não consideras nem temes: vens. Leve, simples, sorrindo sempre mesmo que sem motivos pra isso. Sem pesos e sem medidas. Só trazendo contigo o poder da ignição nas tuas mãos belíssimas! É delas que vem tanto. Isso eu sei: elas cometem poemas e elas causam vontades onde não as tinha. Tenho. Tens. Tens paz? Tenho futuro!
Necka. 09.01.09
Necka. 09.01.09
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Leio.