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10 de jan. de 2009

Não...não era aquilo. Era melhor. Não estava seguindo palavras nem buscando estrelas. Estava usando palavras para esquecer estrelas, astros, constelações, sol, lua e tudo que se parecesse com o impossível ou o irreal. Não estava lá seguindo a nada. Tinha visto uma foto, percebido um traço triste nela. De quem tenta muito, demasiadamente vencer uma guerra perdida e está cansada. Tinha visto isso. Escrevi porque vira esse traço enquanto tentava apagar essa mesma estrela, a ‘sem céu’.
Não sabia que aquilo seria roubado, enviado, distribuído; que chegaria às tuas mãos. E que a partir do instante em que lesses, quererias mais, virias a preencher meus dias de outras palavras sem astros. Eu não sabia que pararia de mirar o céu enganador e passaria a aquecer as noites ao fogo ainda distante das tuas palavras verdadeiras. Não tinha tardes, não supunha tanto, não chamei por ti. Vieste. E desde então não sei de estrelas, de sol, de lua ou madrugadas. Vivi procurando tempo demais pelo que não existe. Fiquei assim, cantando Uniconios, compondo Cavalos-Marinhos, tempo demais da conta! Estava ali apenas. Fazendo o mesmo de todo dia. Pondo em palavras o que vejo e o que sinto. Quando vi, a caça à vida havia findado. Não havia encontrado nada. E sim, fora encontrada por ti, de repente,...numa tarde qualquer que nem lembro de teve chuva ou sol! Nem sei se tu procuravas algo. Sei que foi, é, segue sendo todos os dias, sempre diferente do dia que passou. Nem seguindo palavras nem buscando estrelas: apenas estando contigo na simplicidade das coisas felizes e no encontro das coisas recíprocas.

Necka. 09.01.09

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