A água que cai do céu, a água que vem de ti, as lágrimas nos teus olhos, assim, de repente, à menção de qualquer coisa não bem-vinda; o elemento que é teu, as águas que tua alma tem, a vastidão do que é meu, o derramamento que se deu. Dividimos estas agora, águas salgadas e simultâneas – nossos futuros, nossos destinos que ainda não lemos nas palmas de nossas mãos. O mundo lá fora e seus errantes soltos pelas ruas, andando, indo atrás daquilo que já temos. Pessoas que ainda esperam aquilo que nos chegou. Me contas do teu dia, te conto do meu – do que pensei e do que me pesa aos ombros. Me falas do teu entorno, te descrevo o meu: chove agora muito, torrencialmente sobre a cidade colorida. Faz um pouco de frio. Algumas decisões tomadas e o teu nome o tempo todo contornando a tudo, beirando à tua presença, espalhada pela casa modificada, pelos novos espaços abertos. O Tempo é senhor de todas as respostas. Um deus discreto sobre aquilo que já sabe. Ele, soberano e sábio, se cala diante de todas as nossas dúvidas. Nossos corações, crentes e esperançosos, esperam por ele – que ele passe, que a tristeza passe, que a indefinição passe, como essa chuva...ela, é passageira. Eu, não mais.
Necka Ayala. 25.02.09
Necka Ayala. 25.02.09
Por isso que Amo!!
ResponderExcluirSimples assim..