Talvez o todo do amor seja mesmo assim. Na soma de cada coisa que havia a cada coisa que há, hoje, nascida agora há pouco, aprendendo a estar na vida, tomando ciência de sua dimensão, da gravidade nos dois sentidos. O encontro possível entre o amor que se jogara nos braços legítimos da amizade com a cumplicidade advinda dela, tempos depois. O acrescer possível da companhia dada, ofertada no silêncio gentil de se saber sozinho o lado de lá, e triste. O amor de ser humano que se irrompera pelos braços aflitos da saudade, da falta que fazia o abraço. Talvez aquela paixão chegada antes, trazida nos braços esticados do desejo incerto, inseguros do que queriam, se anunciasse como fogo controlado, tornado leve à força na carícia pura, sem intenção, feita para pôr para dormir um corpo amigo qualquer ao lado. Talvez o todo do amor seja agora, quando tudo se encontra num mesmo lugar, numa mesma hora, simultânea, aqui e onde estás. E seja como é agora, quando todas as coisas se causam juntas e habitam os mesmos corações, preenchendo todos os espaços e tendo todos os nomes. Amor, amizade, cumplicidade, parceria, paixão, desejo, atração. Talvez o todo do amor esteja, cada metade, numa de nós. E precise ter ambas para ser ele. Talvez o todo do Amor seja apenas Deus e Ele queira que seja assim, sejamos, juntemos as metades e provemos ao mundo que sim, existe, é. E é simples quando o acerto mostra que acertar é, tão somente, soltar a razão e ouvir a loucura – ouvir a Deus, buscar a cura, achar caminho, perder o senso. Fé. O todo do amor é o filho da fé. O adotamos, e ele é lindo e tem os olhos caídos...tontos, não fala coisa com coisa, é insano...meio artista, meio fora de tudo – ele tem down, como eu sonhava.
Necka Ayala. 11.03.09. 10h15
Necka Ayala. 11.03.09. 10h15
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