já fui insana quando insone e buscava em paraísos artificiais, a calma falsa e lenta que me secava a boca e pesava pálpebras, que de lágrimas e gozo amanheciam grudentas. e controversa quando insone, eu buscava na suposta insanidade o efeito fulgaz e quem sabe fatal, dos artifícios que, pra mim eram naturais. eu já chorei em frente ao espelho, estourando vasos nos olhos vermelhos e já fui uma escrava sedenta de voláteis prazeres grotescos... já fui semente, demente, já fui doente e quem não foi? e fui curada, amaldiçoada e já fui amada por quem ficou e por quem se foi. e também fui amante de vorazes defeitos que, para mim ,no instante pareciam perfeitos - de quem não prezava em nenhum momento, o meu menor contentamento. eu prezo tanto meus arrependimentos, quanto meus desprendimentos... eu já pequei em nome do encantamento e me desesperei em silêncio em sepultamentos. já fui um dia também, raiz encrustada na rocha e espuma cor de rosa lançada ao vento. hoje, eu apenas debocho da sorte da vida e aceito o afago dos que me dizem poeta, mas eu apenas espio o suspiro das frágeis vidas e falo de amor, cicatrizes, feridas, encontros, desencantos e das partidas que assisto atenta e muitas vezes passiva, por entre as fendas sombrias, de portas pra sempre batidas e pelas frestas que vazam luzes poéticas, de janelas que insisto em deixar entreabertas...
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lindona! thanks, thanks, thanks!
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