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21 de mai. de 2009

21.05.09 - 16x7

Mais uma vela acesa agora. Uma luz que se move, dançando ao sabor do vento frio e forte que entra pela fresta da sacada. A noite caiu há pouco, qual meus olhos, cheios de sono e de cansaço do dia trabalhado. Há silêncio. Um gosto bom de café sobre a língua emudecida ao longo das horas, muitas delas. A fumaça insiste em entrar, quando deveria ir, como as lembranças que afasto e voltam sempre, sempre assim, reincidentes. Minha terra, minhas ruas tantas, minhas andanças por elas. Mas o que importam as ruas? São passos o que temos de levar conosco, a vontade de tê-los, de dá-los ao solo, seja que solo for, seja ao lado ou em uníssono. Hoje percorri ruas daqui, enquanto o sol me cobria de algum calor, a pele e a cabeça; orava ali, enquanto andava. Agradecia a Deus, meu salvador. Porque Ele segue comigo a despeito dos erros que cometo, desavisada. Vela acesa, prece feita. Prevejo lágrimas – elas virão em breve, quando eu for. E depois delas, talvez haja um sem-número de risos ainda não previstos. Talvez lá adiante não sejam mais necessárias tantas velas, tantas preces. Apenas mais e mais ruas, mais e mais passos, e um olhar de quem entende o que se deu, longo, profundo, leve, antes do sono apagar todas as luzes.

Necka. 21.05.09

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