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24 de jun. de 2009

Re-InCidente

É inverno longe daqui. Mas nessas ruas, não parece ter invernado ainda. Segue seco o ar, segue quente o dia, bem no seu meio, ao meio-dia. Incide sobre mim alguma incerteza ainda. Ela tarda a partir, por mais que eu a despeje de onde tem habitado. Alguma estranheza...há tanto que existia e eu não sabia! Havia a continuidade da calma, a repetição sadia da serenidade, a certeza transparente de mais risos e mais festas, mais gentes e mais palavras passando por entre minhas frestas. Havia a sorridência sobre teus lábios claros, estampada no teu semblante vespertino, sempre, está ali – toda manhã eu vejo. E fico vendo a vida passar pela faixa larga, o trânsito livre, contínuo, como o tempo. Já temos tempo somado, datas gravadas em nossos calendários. E a inferência do convívio, inevitável, nos envolve. Às vezes a verdade vem despida de gentileza. Vem nua. A verdade é. Como é minha a mutação diária, como é tua a permanência segura, linear do afago, feito prova de amor, como rega de planta, como a sensação de luar mesmo quando nem lua existe. Se é inverno agora, longe, aqui dentro alimentas o calor, enquanto sigo alçando vôos, agora, inutilmente.

Necka. 24.06.09

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