Nada, nunca mais fez nenhum sentido, nada ficou conhecido, nada foi igual, nunca mais. Eu sabia das gotas que se deixa cair por sobre a fronte, mas nada sabia sobre de onde vinham, da origem - a fonte. Eu sabia dos goles e das taças, um pouco, do vinho embriagador, mas não media o tempo que ele leva para ser tanto. Sabia algo sobre a entrega feita às pressas, como se esperar mais um instante fosse ameaçar a existência dela...mas desconhecia a rendição inteira, feita sem ao menos considerar se há instante. Nada mais se parece com o que era. Nem eu, nem o que de mim eu me fizera. Eu não conhecia essa face que desenhas, noite após noite, no exercício que jamais supus possível. Nem imaginava tantas possibilidades, cores, tanta vastidão por dentro. E quanto mais os dias nos consomem, quanto mais as noites nos devolvem, mais sei que nada sei de nada. Nem de teorias, nem de poemas, nem de vontades, nada! Se eu bebia outrora a gota pura e rasa, agora é mar que se abre à minha frente, todo ele, meu e de repente.
Necka. 17.06.09
Necka. 17.06.09
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