Vez que outra, quando menos esperares, a magia te visitará de novo. Poderás estar andando pela rua, sem aviso prévio, sem intenção alguma, sem rumo talvez. E, de repente, alguma coisa aparecerá diante de teus olhos, desavisados, quase que esquecidos dela, da magia que viste e que ficou no meu lugar. Poderá ser um Arco-Íris no Céu. Quem sabe numa manhã qualquer, enquanto preparas algum alimento, uma canção no rádio venha a surpreender novamente teus ouvidos, quase esquecidos dela, da magia da música que ficou no meu lugar. E poderá ser qualquer uma das muitas que te fizeram pensar num outro mundo possível, imaginar uma outra realidade tangível, esperar por um futuro viável, contar com uma sorte certeira e merecida, pontual! Quando menos adivinhares, vez que outra nos dias que passam, a magia das coisas intensas te atingirá de novo. E poderá ser no meio de uma noite de frio, enquanto envolta em panos e lençóis solteiros, sem sono o bastante, enquanto tentas, mais uma vez, esquecer. Talvez a janela se abra ao sabor do vento, talvez caia uma chuva, talvez o calor da cama derreta teus sonhos. Mas ali, subitamente, poderá aparecer uma lembrança vaga de algum gesto único, ou te acontecer uma vontade irresistível de ser vista de novo pela ótica revolucionária da luz da nobreza. Tua pele em flor quererá se abrir um tanto mais nesse momento. Uma reprise daquelas sensações a derramarem-se pelo corpo, quase esquecido dela, da magia do desejo que ficou no meu lugar.
Pois, uma vez que tenhas visto, desde que tenhas sentido, provado, sorvido, experimentado o todo daquilo que quiseste e a vida e Deus te permitiram, não mais verás sentido em grades, limites, cadeados; não mais entenderás como possível a via de mão única, o sentimento irrecíproco, a resposta não dita, o gesto apaixonado que não vem. Uma vez que tenhas presenciado ao nascer das coisas somente imaginadas, não mais te será aceitável que a vida volte a ser tão pouco, tão menos do que pode – desde que imagines, ela vem! Desde que tenhas degustado o sabor irreversível da liberdade, o gosto doce de outra língua que deseja a tua, não mais poderás carregar o peso insustentável do fastio da vida, quando a vida se restringe tanto e a tal ponto, que a mais nada se ouse desejar.
Vez que outra estará contigo o que a vida, sementeira, plantou no teu terreno fértil, tão cedo dado, tão antes descrito ilimitado. Verás, de vez em quando alguma flor nascida, algum raio de sol deitado sobre a pétala, listras de 7 cores enfeitando o céu depois da chuva. E tudo isso te parecerá um recado do criador, um lembrete enviado via-mágica, para que jamais esqueças não de quem fui, mas de quem poderias ser, ainda podes, ainda!
Necka Ayala. 28.07.09
Pois, uma vez que tenhas visto, desde que tenhas sentido, provado, sorvido, experimentado o todo daquilo que quiseste e a vida e Deus te permitiram, não mais verás sentido em grades, limites, cadeados; não mais entenderás como possível a via de mão única, o sentimento irrecíproco, a resposta não dita, o gesto apaixonado que não vem. Uma vez que tenhas presenciado ao nascer das coisas somente imaginadas, não mais te será aceitável que a vida volte a ser tão pouco, tão menos do que pode – desde que imagines, ela vem! Desde que tenhas degustado o sabor irreversível da liberdade, o gosto doce de outra língua que deseja a tua, não mais poderás carregar o peso insustentável do fastio da vida, quando a vida se restringe tanto e a tal ponto, que a mais nada se ouse desejar.
Vez que outra estará contigo o que a vida, sementeira, plantou no teu terreno fértil, tão cedo dado, tão antes descrito ilimitado. Verás, de vez em quando alguma flor nascida, algum raio de sol deitado sobre a pétala, listras de 7 cores enfeitando o céu depois da chuva. E tudo isso te parecerá um recado do criador, um lembrete enviado via-mágica, para que jamais esqueças não de quem fui, mas de quem poderias ser, ainda podes, ainda!
Necka Ayala. 28.07.09
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